Policiais canadenses e escocesas podem usar véu em serviço

As autorizações seguem exemplos próximos de outras forças de segurança que já liberaram o uso do hijab.

Enquanto a França vem restringindo cada vez mais certas vestimentas islâmicas – como o a proibição do uso de niqab em lugares públicos e do burkini em praias nacionais – alguns países estão trilhando o caminho contrário e autorizando o uso do véu por servidores públicos.

Nesta terça-feira (23), o governo escocês anunciou que o hijab estava liberado como parte opcional do uniforme policial.  “Como muitos outros empregados, principalmente no serviço público, nós estamos trabalhando para garantir que nosso serviço represente as comunidades que servimos”, explicou o chefe da polícia escocesa Phil Gormley. “Eu espero que esta ampliação no nosso uniforme contribua para fazer da nossa equipe mais diversa, ampliando as habilidades, experiências e qualidades pessoais que nossos oficiais levam para o serviço nas comunidades da Escócia”, complementou Gormley.

Além disso, no Canadá, o uso do véu já havia sido liberado no começo do ano para agentes da Real Polícia Montada do Canadá. Segundo Scott Bardsley, porta-voz do ministro da Segurança Pública, a medida visa refletir melhor a diversidade do país e também encorajar muçulmanas a se juntar à polícia nacional. “A Real Polícia Montada do Canadá é uma polícia progressiva e inclusiva que valoriza e respeita pessoas de todos os antecedentes culturais e religiosos”, explicou Bardsley.

No caso escocês, o anúncio oficializa uma prática que já era possível mediante autorização de superiores e acompanha o exemplo de outras forças de segurança britânicas, como a Polícia Metropolitana de Londres, na Inglaterra. Já a Real Polícia Montada é a terceira força do Canadá a autorizar o uso do véu, depois das cidades de Toronto e Edmonton, mas tem força ainda maior, já que o uniforme dos Mounties – como são conhecidos os oficiais reais – é um símbolo nacional. O chapéu marrom de abas largas e as vestimentas vermelhas que o caracterizam pouco mudaram desde sua criação há quase 200 anos.

Reprodução/BBC.uk Reprodução/BBC.uk

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