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Morre filósofa e ativista feminista argentina, María Lugones, aos 76 anos

Ainda neste ano, a acadêmica foi reconhecida pelo importante prêmio da filosofia "Frantz Fanon Prize"

Por Da Redação Atualizado em 14 jul 2020, 23h10 - Publicado em 14 jul 2020, 22h39

María Lugones, filósofa e ativista feminista argentina, morreu nesta terça-feira (14) aos 76 anos. Pelo Facebook, o também filósofo Nelson Maldonado-Torres compartilhou a notícia, que foi confirmada em seguida pela Binghamton University, nos EUA, instituição em que Lugones dava aula no curso de Literatura Comparada e Estudos de Gênero. ⠀

A acadêmica tornou-se uma das maiores referências pelos seus estudos sobre o conceito de gênero e seus desdobramentos, apontando que o gênero é uma imposição colonial, o que se faz necessário um processo de descolonização. Analisando povo nativos americanos pré-coloniais, a filósofa apontava que o gênero é exercido como um sistema de classificação colonial para dividir e subjugar as pessoas, sendo passível de interseccionalidade, como classe e etnia.

O seu trabalho também foi reconhecido neste ano pelo prêmio Frantz Fanon Prize, da Associação Filosófica do Caribe, no qual filósofos são homenageados por conta da contribuição intelectual para a sociedade.

Em uma de suas obras, o livro Pilgrimages/Peregrinajes, a escritora retrata a sua vivência como mulher latina nos EUA, uma das causas que abraçou durante a sua vida.

“Que contribuição maciça ao mundo das ideias, à pedagogia, à irmandade radical e a camaradagem na luta contra a colonialidade em todas as suas dimensões e a colonialidade de gênero, mais especificamente. Seu trabalho continuará inspirando gerações e mantendo viva a chama da luta sustentada contra a colonização e a colonialidade”, escreveu Maldonado-Torres.

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