Menino morto no metrô entrou no trilho em busca da família, mostra vídeo

A criança foi atropelada após sair do vagão em que a mãe estava

Luan, 3 anos, o menino que morreu no metrô em 23 de dezembro, entrou nos trilhos da linha 1-azul para correr atrás do vagão em que estava a sua família e foi atingido por um trem, mostra vídeo.

A criança estava com sua mãe, Linéia Oliveira Silva, 26 anos, dentro de uma vagão parado na estação Santa Cruz. Porém ele escapou das mãos da mulher e saiu para a plataforma. As portas do metrô se fecharam e a mãe não conseguiu alcançar Luan, que acabou ficando sozinho na plataforma. Algumas imagens dos trilhos mostram que o menino correu pelo túnel para tentar alcançar a família, porém um metrô passou logo em seguida.

Segundo o inquérito, Luan foi atropelado cerca de quatro minutos após ter saído do vagão. O advogado de defesa de Linéia, Ariel Castro Alves, afirmou que a criança teve acesso aos trilhos do metrô por meio de uma porta baixa de ferro, que não estava trancada.

Ainda segundo o advogado, o metrô foi informado de que havia uma criança perdida por meio de uma mensagem de celular enviada por um passageiro, às 11h07. “Os operadores do trem foram comunicados somente às 11h45 e os trens foram parar às 12h32 quando um operador avistou o corpo do menino no trilho”, disse Ariel em entrevista à Folha de S.Paulo.

Não é possível afirmar quantas vezes o corpo de Luan foi atingido pelas composições que, naquela manhã, trafegava de quatro em quatro minutos.

Linéia contou em entrevista que estava levando Luan, outros dois filhos, o padrasto e seu sogro para o litoral sul, quando ocorreu a tragédia. Era a segunda vez que a mulher andava de metrô.

Segundo o relato da mãe, ela segurava uma bolsa e mochila e estava com o Luan no colo. Uma das bagagens caiu e ela teve que colocar o menino em pé. Bem nesse momento os passageiros desceram do vagão e acabou liberando dois lugares para sentar. Foi quando a mãe disse para o filho “vamos”. “Ele pode ter entendido que era para descer do vagão e saiu correndo”, contou o advogado.

Ariel afirmou que irá requisitar uma reconstituição do acidente e exigir uma investigação aprofundada sobre a conduta dos funcionários do metrô diante do monitoramento de imagens em tempo real.

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