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Conheça Maya Angelou, a primeira mulher negra a estampar o dólar nos EUA

A poeta e ativista afro-americana estampa a nova geração das moedas de 25 centavos de dólar, as mais utilizadas pela população norte-americana

Por Sarah Catherine Seles Atualizado em 18 jan 2022, 17h26 - Publicado em 11 jan 2022, 13h23

Maya Angelou, poeta e ativista afro-americana, é a primeira mulher negra a ter sua figura estampada em moedas de dólar nos Estados Unidos. A nova geração das chamadas “quarters”, moedas de 25 centavos, as mais utilizadas pela população norte-americana, terá o rosto da escritora.

Nos últimos quase 100 anos, a moeda só foi cunhada com duas versões comemorativas. A primeira vez foi com uma série de 50 moedas de cada estado do país realizada na década de 2000 e a segunda foi em homenagem aos parques nacionais, feita entre 2010 e 2021.

As primeiras moedas já foram cunhadas pela Casa da Moeda Americana e estão sendo produzidas em grandes volumes para uso diário pelas pessoas nas cidades de Denver e Filadélfia. De acordo um uma nota publicada nesta segunda-feira (10), os exemplares especiais entrarão em circulação em breve.

moeda Maya Angelou
Casa da Moeda dos EUA/Divulgação

Mulheres Homenageadas

A homenagem a Angelou está sendo realizada graças a um projeto de lei aprovado no final de 2020, o texto é de autoria da  congressista democrata do estado da Califórnia, Barbara Lee.

A poeta é a primeira mulher homenageada na série Prominent American Women (“mulheres americanas proeminentes”, em tradução livre), que contará com várias mulheres inspiradoras.

Esses são os nomes de algumas mulheres que serão homenageadas pela série: Anna May Wong, atriz aclamada como a primeira estrela de ascendência asiática; Wilma Mankiller, primeira nativa americana líder da Nação Cherokee; Nina Otero-Warren, política e ativista latina e Sally Ride, astronauta e física.

Quem é Maya Angelou?

Maya Angelou é uma das mais importantes ativistas negras dos Estados Unidos. Ela nasceu com o nome de Marguerite Ann Johnson, em 1928, na cidade de St. Louis, Illinois. Vivendo entre Illinois e a Califórnia, sua infância não foi fácil: Maya passou cinco anos sem falar nada, devido ao trauma de ter sido estuprada aos sete anos de idade.

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O agressor era namorado de sua mãe e foi morto pelos tios dela. A escritora se sentia culpada pela morte dele e decidiu contar ao mundo a história através de sua autobiografia “I know why the caged bird sings” (“Eu sei por que o pássaro canta na gaiola”, em português).

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Maya Angelou
Amazon/Reprodução

O livro, publicado em 1969, tornou Angelou uma das primeiras mulheres negras a ter um best seller nos EUA. Durante sua carreira, escreveu sobre a vida no sul do país, região onde nasceu, marcada historicamente pela segregação racial.

Além da escrita, Maya militou ativamente pelo fim da segregação racial nos EUA e foi amiga pessoal de Martin Luther King e Malcolm X. Também trabalhou em missões humanitárias na África, nos anos 1960. Décadas mais tarde, viria a ser conselheira dos presidentes Bill Clinton e Barack Obama.

A ativista faleceu em 28 de maio de 2014, aos 86 anos. Sua vida e obra continuam sendo inspiração para gerações.

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