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Mãe de grávida morta por patrões diz que filha vivia presa e foi estuprada

Atyla Arruda Barbosa foi encontrada morta com sinais de afogamento. Casal é suspeito de ter cometido o crime para ficar com o seguro de vida

Por 20 ago 2018, 18h31 | Atualizado em 20 ago 2018, 18h33
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FOTO ILUSTRATIVA (Jupiterimages/ThinkStock)
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A auxiliar de serviços gerais Selmair Arruda de Moraes, 44 anos, mãe da técnica em segurança Atyla Arruda Barbosa, de 20 anos, afirma que a filha foi estuprada e mantida em cárcere privado na casa do casal para quem trabalhava, em Itanhaém, no litoral de São Paulo, antes de ser morta. Os dois já foram presos pela polícia sob suspeita de assassinarem a garota para ficar com o seguro de vida dela – quantia estimada em 260 mil reais. Atyla foi encontrada morta com sinais de afogamento em julho deste ano e, segundo laudo do IML, estava no terceiro mês de gestação.

Para a polícia, o patrão é o pai da criança. O homem de 47 anos ainda teria cometido o crime com o consentimento da esposa, de 41. De acordo com os investigadores, os dois exploravam a garota, mas se apresentaram aos policiais como padrinhos dela, reafirmaram o acidente no mar e alegaram “cuidar” de Atyla desde janeiro.

Selmair contou ao G1 que a filha saiu de casa, em Aparecida de Goiânia (GO), para buscar uma oportunidade de emprego. Então, por intermédio de uma amiga, chegou à vaga de trabalho em uma transportadora, já com lugar para morar, no litoral paulista, oferecida pelo casal.

A mudança foi no começo de janeiro e as duas mantiveram contato ao longo dos meses por telefone e pela internet. A mãe começou a suspeitar quanto, durante algumas ligações, ela ouviu ao fundo alguém sussurrando e induzindo a garota a dar informações genéricas. “Não era minha filha ali. Ela estava sendo controlada”, diz.

Em 2 de julho, elas perderam o contato. Isso foi um dia antes do suposto acidente na praia. Selmair não conseguiu mais falar com a filha por semanas, e então pediu dinheiro emprestado para familiares para viajar e tentar localizá-la pessoalmente, em Itanhaém, onde chegou somente no dia 24.

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“Fui à delegacia, dei o nome do casal e puxaram vários papéis. Quando falei da minha filha, surgiu uma foto na tela do delegado. Quinze minutos depois, disseram-me que ela estava morta”, conta. No boletim de ocorrência, os dois patrões se diziam padrinhos da jovem, mas a mãe reafirmou que não os conhecia.

“A polícia achou, na casa deles, pelo menos três documentos em nome da mulher atestando o recebimento de apólices de seguro em nome de terceiros, além da que tinha em nome da minha filha, avaliada em R$ 260 mil”, conta. A própria mulher, suposta madrinha, foi quem fez o seguro, pago somente em caso de acidentes. Eles ainda teriam esperado o fim do tempo de carência para cometer o crime. Para os investigadores, o crime já está em vias de ser esclarecido em sua totalidade.

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