Clique e assine Claudia a partir de R$ 8,90/mês

Mãe de Eliza Samudio conta como neto descobriu crime cometido por Bruno

A partir do próximo sábado (13), Bruno poderá pedir progressão de pena e solicitar regime semiaberto

Por Da Redação - Atualizado em 11 jan 2019, 16h58 - Publicado em 12 out 2018, 15h44

Na última quinta-feira (11), a mãe de Eliza Samúdio, Sônia de Fátima Marcelo da Silva Moura, em entrevista ao portal Universa, revelou como lida com o neto Bruninho, o filho de Eliza com o goleiro Bruno Fernandes, sobre o crime que tirou a vida da mãe do menino.

Em 2010, Eliza foi morta a mando de Bruno. Hoje em dia o goleiro está preso em regime fechado em Varginha (MG), mas pode haver mudanças no  sistema da pena em breve.

A justiça de Varginha (MG), onde o atleta está preso por participação na morte de Eliza, atualizou o atestado de pena do ex-jogador do Flamengo e por esse motivo Bruno poderá pedir progressão de pena, a partir do próximo sábado (13), solicitando regime semiaberto.

Filho de Eliza sobre morte da mãe

Segundo Sônia de Fátima, Bruninho soube que Bruno é um dos responsáveis pela morte de Eliza no último dia das mães. A revelação aconteceu em uma conversa entre avó e neto em um momento em que o menino perguntou à dona de casa como a mãe havia morrido.

Por orientação de psicólogas, Sônia devolveu a pergunta e questionou se o neto já havia ouvido alguma história a respeito da morte da mãe. Ele citou que a avó sempre fugia do assunto e então ela decidiu revelar tudo, como a morte da filha, a tentativa de matar o menino e o desaparecimento do corpo da modelo – o menino já sabia que o pai estava preso.

Continua após a publicidade

Durante a entrevista, a mãe de Eliza contou que uma das questões levantadas pelo neto foi: “Por que ele tentou me matar? Era um bebê.”

Retorno de Bruno: medo

Atualmente, com a possibilidade de que Bruno possa ter direito ao regime semiaberto, Sônia afirma que o está ainda mais alerta sobre a segurança do neto. A dona de casa tem o hábito de sempre o acompanhar no caminho para a escola, para atividades extracurriculares, consultas médicas, entre outras práticas.

“Venho conversando com o Bruninho sobre a possibilidade do pai dele procurá-lo e tentar a guarda. Tentei poupá-lo da história dele o máximo que pude. Porque a carga é pesada, mas sua história é conhecida no mundo. No fundo, é só uma criança.”
PRÊMIO CLAUDIA
Entre as finalistas o Prêmio CLAUDIA 2019, está Ana Cristina Melo Santiago.  Ela desenvolveu um procedimento digital que acelera a expedição da medida protetiva, instrumento fundamental para as mulheres vítimas de violência. “É algo de extrema importância para a segurança da mulher. Afinal, é justamente depois de denunciar as agressões que ela fica mais vulnerável e, em geral, corre risco de morrer”, diz a delegada de Polícia Civil Ana Cristina Melo Santiago, à frente da Delegacia Especial de Proteção à Criança e ao Adolescente do Distrito Federal (DF). O problema é que, para valer, a medida precisa ser aprovada por um juiz, cumprindo um caminho legal e burocrático. Pela lei, não deve passar de quatro dias. “No entanto, em alguns lugares, o processo todo, desde a denúncia até a expedição da medida, chega a demorar mais de 60 dias. É muito tempo! E o que está em jogo é a vida delas”, afirma.
Leia mais: Mãe de Eliza Samudio: O Bruno fica solto e eu presa com meu neto

 

 

 

Continua após a publicidade
Publicidade