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Outras mulheres denunciam patroa que agrediu babá

Para fugir das agressões da patroa, Raiana Ribeiro da Silva se jogou do 3° andar de prédio em Salvador

Por Da Redação 30 ago 2021, 19h54

Ao enfrentar uma rotina de agressões e humilhações vindas da patroa, Raiana Ribeiro da Silva, de 25 anos, se jogou do terceiro andar de um prédio em Salvador, Bahia. A babá contou ao Fantástico que tomou essa decisão que poderia ter a matado para fugir da chefe abusiva. 

Tudo aconteceu quando Raiana, que era cuidadora das filhas trigêmeas de Melina Esteves França, contou que conseguiu um novo trabalho e pretendia sair dali em breve. O fato resultou em mordidas, puxões de cabelo, empurrões e xingamentos de Melina contra Raiana. 

Desesperada para fugir da situação, a babá se trancou no banheiro e mandou mensagens para a irmã, relatando que estava sofrendo agressões por parte de sua chefe e pedindo para que ela chamasse a polícia. “Meu Deus! Chama a polícia! Eu tô sendo agredida aqui”, escreveu a vítima. 

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Para resgatar a babá, sua família viajou 150 quilômetros do interior da Bahia até o centro. Raiana, a mando de Melina, enviou um áudio para a irmã afirmando que estava bem, mas logo depois fugiu pela janela do banheiro e se jogou, caindo do terceiro para o primeiro andar do prédio. 

Ela teve ferimentos na testa, nos braços e fraturou os dois pés. Após o ocorrido com Raiana, outras seis mulheres resolveram procurar a polícia para denunciar a ex-patroa. 

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“Quando eu vi o caso da Raiana, veio tudo à tona. Eu comecei a chorar na minha casa. Ela poderia ter morrido”, afirmou Ariana Barbosa, que foi funcionária de Melina. 

Outra mulher, que preferiu preservar sua imagem, conta que também sofreu agressões, que aconteceram quando sua ex-chefe ouviu um áudio em que a mesma reclamava que só recebeu uma parte do salário. “Aí eu querendo ir embora, ela trancou a porta da sala e não deixou eu sair. Só fui sair no domingo, no outro dia. Aí ela me deu outro tapa, no meu braço. Bem forte. Aí eu peguei e saí”, relembrou. 

O caso segue em apuração pela polícia local e o ministério do trabalho. O advogado de Melina disse à reportagem do Fantástico que a cliente ainda não viria a público para se defender das acusações. 

 

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