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Casos de feminicídio mais do que dobram no estado de São Paulo

Alta em julho é 160% em relação ao mesmo mês de 2019, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública

Por Da Redação - Atualizado em 16 set 2020, 13h25 - Publicado em 9 set 2020, 15h00

O estado de São Paulo registrou, em julho, 13 casos de feminicídio, crescimento de 160% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando cinco mulheres foram assassinadas.

De acordo com um levantamento feito pelo G1 e pela GloboNews, os 13 casos representam a retomada do aumento do crime de feminicídio durante a pandemia do coronavírus. Em maio e junho, os números foram mais baixos, nove e oito casos, respectivamente. A pesquisa é feita com base em boletins de ocorrência e na estatística criminal da Secretaria Estadual da Segurança Pública, mas acredita-se que os números sejam ainda maiores devido a subnotificação.

Entre janeiro e julho deste ano, São Paulo teve 101 registros de casos de feminicídios, 12% a mais do que no mesmo período de 2019. É o maior número registrado no período desde 2016, primeiro ano em que o crime foi tipificado como hediondo. Em abril, primeiro mês completo de quarentena, houve 21 casos registrados, 32% a mais do que os 16 em abril de 2019. 85% dos casos de feminicídio no estado têm autoria conhecida, a maioria companheiros ou ex-companheiros das vítimas.

O Código Penal prevê pena de 12 a 30 anos de prisão em regime fechado, em casos de condenação, para acusados de feminicídio. Como é considerado um crime hediondo, os presos só podem obter benefícios como o regime semiaberto depois de cumprir dois quintos de sua pena total.

Feminicídios registrados em 2020

  • Janeiro: 12 casos
  • Fevereiro: 18 casos
  • Março: 20 casos
  • Abril: 21 casos
  • Maio: 9 casos
  • Junho: 8 casos
  • Julho: 13 casos

Feminicídios registrados em 2019

  • Janeiro: 14 casos
  • Fevereiro: 12 casos
  • Março: 13 casos
  • Abril: 16 casos
  • Maio: 19 casos
  • Junho: 11 casos
  • Julho: 5 casos

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