Ex-monge garante que 10 minutos de meditação por dia são suficientes

Empenhado em desmistificar a meditação, o ex-monge Andy Puddicombe diz que bastam dez minutos por dia para obter benefícios e ensina como até em aplicativo.

Os benefícios da meditação já foram estudados em universidades renomadas, como Harvard e Stanford, nos Estados Unidos. A prática, segundo pesquisas, reduz o stress e a ansiedade, melhora o sono, aumenta o foco, estimula a criatividade e pode até atenuar os sintomas da depressão. A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda combiná-la ao tratamento tradicional de diferentes doenças, como a hipertensão. Só há um porém: a maioria das pessoas não faz a menor ideia de como aquietar ou esvaziar a mente – duas das definições mais usadas para meditar – e acredita que isso é exclusividade de monge budista ou de iogue de alto nível. É aí que entra o inglês Andy Puddicombe. Aos 41 anos, o ex-monge defende que a técnica está ao alcance de todos, pois pode ser aprendida em apenas dez dias, com minguados dez minutos diários de empenho. “As pessoas acham difícil porque tentam forçar um estado de relaxamento. Na verdade, meditar deve ser como pegar no sono ou se apaixonar, ou seja, um processo natural que exige pouco esforço”, argumenta.

Para provar o que prega, o especialista desenvolveu uma série de vídeos que narram o passo a passo para um iniciante entrar em estado meditativo e aproveitá-lo ao máximo. Os filmes estão no site de seu projeto Headspace, onde também é encontrado um aplicativo com orientações para aderir à técnica que já alcançou 1 milhão de downloads. A facilidade tecnológica permite que interessados pratiquem nos mais diversos lugares e situações. Pode ser no avião, no ônibus, na casa de amigos. “Minha proposta é realista, pois acredito que dá para cavar dez minutos em qualquer rotina, por mais agitada que seja”, afirma o guru moderninho, que rejeita as regras tradicionais da meditação. “Sempre falo para esquecer aquela coisa de sentar no chão de pernas cruzadas e entoar mantras. É algo mais simples, como escolher um lugar confortável, fechar os olhos e relaxar.”.

Puddicombe começou a meditar aos 11 anos, enquanto frequentava aulas com a mãe, embora não entendesse o propósito daquilo. Aos 20, confuso quanto ao que esperava do seu futuro, largou a faculdade de ciências do esporte e trocou a Inglaterra pelo Himalaia. Lá, adotou o budismo como religião, virou monge e, por mais de dez anos, dedicou 14 horas do seu dia à meditação. “Foi a maior revolução que fiz nos meus valores, na minha maneira de enxergar a vida”, diz. Com o tempo, cismou que outras pessoas precisavam experimentar a mesma transformação. Decidiu, então, abandonar os coloridos trajes religiosos e retornar ao seu país para buscar formas de compartilhar aquela experiência reveladora. Dos tempos do monastério, ficou só a cabeça raspada. Sempre vestido com camisas elegantes, Puddicombe faz agora palestras pelo mundo apresentando o que define como a primeira academia para a mente do planeta. A voz macia e o discurso eloquente costumam derrubar qualquer resistência.

Ex-monge garante que 10 minutos de meditação por dia são suficientes

O ex-monge Andy Puddicombe. 
Foto: Divulgação

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