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Caso de acusação de estupro contra Donald Trump tem desdobramento polêmico

O Departamento de Justiça agiu de maneira questionável ao substituir os advogados de defesa do presidente norte-americano

Por Da Redação - Atualizado em 16 set 2020, 13h24 - Publicado em 9 set 2020, 17h08

Em seu livro, a escritora e jornalista E. Jean Carroll acusou o presidente norte-americano Donald Trump de estupro – o caso teria acontecido em uma loja de departamentos em Manhattan, na década de 90.

Segundo ela, o crime aconteceu entre o fim dos anos 1995 e 1996. Trump negou as acusações, alegando que nem mesmo conhecia Carroll. Apesar disso, os dois foram fotografados juntos em uma festa, em 1987. Trump nega, dizendo que a imagem é falsa. Em entrevista ao jornal The Hill, em junho de 2019, disse que não poderia ter estuprado Carroll porque “ela não fazia seu tipo”.

Logo, a jornalista moveu um processo por difamação contra o presidente. Na última terça-feira (8), o Departamento de Justiça agiu para substituir a equipe jurídica privada de Trump por advogados do governo para defendê-lo contra o processo movido por Carroll.

E. Jean Carroll Foto: Noam Galai/Getty Images

Através de documentos oficiais, os advogados informaram que Trump estava agindo em sua capacidade oficial de presidente quando negou ter conhecido a jornalista, logo, poderia ser defendido por advogados do governo.

Uma lei concede imunidade aos funcionários do governo federal norte-americano em casos de difamação. Entretanto, especialistas ouvidos pelo New York Times disseram que ela raramente é usada por presidentes, especialmente em casos que ocorreram antes do mesmo assumir o cargo.

O advogado da escritora declarou, ainda na terça, que a ação do Departamento de Justiça foi uma tentativa “chocante” de trazer recursos do governo dos Estados Unidos para lidar com uma questão jurídica privada.

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