Campanha #MeuProfessorRacista denuncia racismo em sala de aula

Caso de racismo ocorrido na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP motivou a campanha

Desde a noite de segunda-feira (3), a hashtag #MeuProfessorRacista tem repercutido no Twitter e no Facebook. Usando a hashtag, vítimas e testemunhas compartilharam casos de preconceito racial envolvendo docentes de diferentes partes do Brasil.

As denúncias trazem casos de ataques diretos e situações de racismo velado, que geraram constrangimento durante a vida escolar das vítimas.

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A campanha é iniciativa do Coletivo Ocupação Preta, formado por estudantes negros da Universidade de São Paulo (USP) após uma aula na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) ter acabado em discussão entre uma professora e uma aluna. 

Segundo texto publicado pelo Coletivo, a temática da aula voltou-se para o debate racial no momento em que os assuntos “marchinhas racistas” e o “racismo de Monteiro Lobato” ganharam um tom de chacota dado pela professora que ministrava a aula, o que acarretou em uma discussão levada por uma aluna no dia 27 de março e que foi abafada aos gritos pela docente.

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Separamos alguns relatos:

Ao G1  , a FFLCH afirmou que soube do caso pela imprensa e ainda precisa de mais informações para se manifestar.