Atropelamento em Copacabana fez pedófilo foragido no Brasil ser pego

Homem de 63 anos conseguiu escapar das autoridades da Austrália por 22 anos até ser atingido por um carro nas praias de Copacabana, no Rio de Janeiro

O australiano Christopher John Gott, 63 anos, morava no Brasil com um passaporte falso há 20 anos até que foi atropelado no acidente de 18 de janeiro em Copacabana, praia do Rio de Janeiro. Um carro desgovernado invadiu o calçadão e atingiu 17 pessoas que passavam por ali.

Gravemente ferido, ele foi levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, e internado com o nome Daniel Marcos Philips, o mesmo registrado no documento falso, informa a BBC Brasil. Em coma até hoje, Christopher foi desmascarado após a Polícia Federal da Austrália iniciar uma investigação por não existir nenhum cidadão australiano com o nome informado pelas autoridades brasileiras à embaixada australiana.

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De acordo com o jornal australiano The Australian, a digital de Christopher foi enviada a Polícia Federal da Austrália, que revelou que o australiano ferido no Brasil era, na verdade, um fugitivo procurado por eles há 22 anos por um crime sexual.

Ele trabalhou como professor de ensino médio na cidade de Darwin até 1994, quando foi preso após 17 denúncias diferentes de abuso sexual de crianças, informa o The Australian. Christopher foi condenado a seis anos de prisão e fugiu dois anos depois, após ter a liberdade condicional concedida. Desde então, ele é procurado por autoridades australianas.

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Segundo a BBC, a polícia do Território do Norte, região da Austrália onde Gott vivia, informou que trabalha com autoridades internacionais para avaliar a possibilidade de extradição. “Devido à seu estado de saúde, vamos continuar a monitorar a situação com o objetivo de tomar uma atitude, se possível, no futuro”, afirmou o órgão.

No entanto, um funcionário do hospital em que ele está internado disse que é improvável que o australiano saia da coma. A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro afirmou que o estado de saúde dele é grave. Um conhecido, que pediu para não ser identificado, disse que Christopher morava em Copacabana e dava aulas de inglês como professor freelancer.