A ativista russa que criou a petição contra brasileiros do vídeo machista

Alena Popova é uma referência em defesa dos direitos femininos na Rússia

A ativista russa Alena Popova criou um abaixo-assinado para que os brasileiros que assediaram uma mulher em vídeo sejam responsabilizados. A petição foi endereçada ao Ministério Interior e à Embaixada do Brasil na Rússia. Até então, o Itamaraty já havia dito que só poderia

“Acreditamos que os cidadãos estrangeiros presentes no vídeo devem se desculpar publicamente tanto para a mulher quanto a todos os cidadãos russos por machismo, desrespeito às leis da Federação Russa, desrespeito aos cidadãos russos, insultos e humilhação da honra e dignidade de um grupo”, escreveu no site Change.org.

Essa não é a primeira vez que ativista levanta a voz frente às ameaças aos direitos femininos. Desde 2001, ela está envolvida na difusão de informação e criação de projetos com objetivos sociais.

Mais recentemente, em 2016, Popova foi co-fundadora do projeto W Protection of women’s rights, que combate a violência doméstica, procura auxiliar na garantia da segurança financeira das mulheres e promover ações diversas neste sentido.

Atualmente, um dos trabalhos da organização está em conquistar a adoção de uma lei exclusiva para penalizar a violência doméstica – assim como, no Brasil, temos a Lei Maria da Penha. Segundo o projeto, tal ausência significa que não existem ferramentas legais para suprimir esses crimes, tais como ordens de segurança, programas para lidar com o agressor ou sistemas de informação às vítima. Eles também atuam para tipificar a violência psicológica e patrimonial.

Ao mesmo tempo, o grupo batalha por uma licença-paternidade de 90 dias, assim a responsabilidade do bebê poderá ser dividida igualmente entre pai e mãe.

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