Clique e Assine a partir de R$ 7,90/mês

Na palma da mão, a moda de Diego Gama com digitais no tecido

Assista ao filme da nova e intensa coleção do estilista, que foi apresentada na Casa de Criadores nesta quarta-feira, 25

Por Ana Carolina Pinheiro Atualizado em 26 nov 2020, 17h19 - Publicado em 26 nov 2020, 17h00

Garrafão, cesta de três pontos e lance livre desenhavam o que Diego Gama acreditava ser o seu único caminho, o basquete. Uma bagagem aparentemente diferente da moda, que hoje é sua profissão, mas que o fluminense traça a conexão.

“Nunca tinha pensado em viver disso, até porque era atleta federado, mas minha mãe desenhava os uniformes do time, que meu pai era treinador. E essa vestimenta representa um novo ciclo para as pessoas que estão com você naquela equipe. Antes de saber de marcas e ver desfile, meu fascínio começou por essa simbologia”, lembra o estilista, que apresentou sua nova coleção na Casa de Criadores, nesta quarta-feira (26).

Quando mergulhou no universo da moda, Diego levou essa referência, que já estava acoplada ao seu estilo próprio. “São roupas com elementos esportivos, coisas que vestia e ainda gosto. Um exemplo são os tecidos com proteção UVA e UVB. Uno esses dois mundos”, explica.

View this post on Instagram

A post shared by diegogama (@y.diegogama)

Continua após a publicidade

Outra marca na moda do estilista são as texturas, especialmente com a de digitais. Diego carimba o próprio polegar na peça, criando um resultado tridimensional. “A técnica surgiu de um momento de estresse, em que queria colocar o meu eu na sociedade”, diz sobre o sentimento que embalou os seus últimos meses na pandemia.

F.43.1, código internacional de stress pós-traumático, é nome da coleção de Diego, em que o exagero das proporções, as estampas dão forma à uma ruptura necessária diante do caos. As peças também carregam uma intensidade, na prática, já que algumas chegam a pesar até 15 quilos.

Integrante da Célula Preta, ele também encontra no coletivo de estilistas negros um enfrentamento e resistência para as armadilhas sistematizadas do racismo. “Juntos, percebemos semelhanças mesmo com histórias diferentes. É um encontro maravilhoso, com grandes amigos e que favorece outros corpos pretos”, pontua.

Assista ao filme de lançamento da coleção F.43.1, da marca Diegogama:

  • O que é mieloma múltiplo e como tratá-lo

    Continua após a publicidade
    Publicidade