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“Pessoas responsáveis por essa crueldade precisam responder”, diz Shakira

Neta de imigrantes, a colombiana cobrou um posicionamento do governo e da sociedade em relação aos imigrantes. "Agora não é hora de ficar em silêncio"

Por Da Redação 30 out 2020, 19h09

Perto das eleições presidenciais nos EUA, que acontecem na próxima terça-feira (3), Shakira cobrou o governo estadunidense, em especial o presidente Donald Trump, para que filhos de imigrantes não fossem separados de seus pais na fronteira. O posicionamento da cantora foi feito em um artigo assinado por ela e publicado na TIME nesta sexta-feira (30).

No começo de outubro, advogados informaram que 545 crianças que estão na fronteira EUA-México não tiveram seus pais localizados. Atualmente, o governo aplica uma política austera, ferindo inclusive os direitos humanos, em relação à imigração. Trump nega as acusações de violência contra os imigrantes e chegou a afirma em um debate que as crianças são “muito bem cuidadas”.

“Não se trata de política. Simplesmente não há justificativa para o dano causado a essas crianças inocentes, e as pessoas responsáveis ​​por essa política cruel devem ser responsabilizadas”, escreveu a colombiana, que é descendente de imigrantes libaneses. Além de uma carreira sólida na música, a artista é ativista, embaixadora da Boa Vontade do UNICEF e fundadora da Barefoot Foundation.

Mãe de Sasha , 5, e Milan , 7, frutos de seu casamento com o jogador Gerard Piqué, Shakira demonstrou empatia com as mulheres nessa situação. “Como mãe, penso no meu filho mais novo, que está agora com 5 anos. Penso em como ele chora por mim quando arranca o joelho e na dor que sinto se não estiver ali para confortá-lo. Quem responde aos gritos de as crianças foram embora sem os pais? “, disse. “Não consigo imaginar a dor que sentiria por não saber onde meu filho estava e se ele estava seguro, ou o medo de que essas crianças suportassem e as cicatrizes emocionais que são infligidas a elas”, completou.

O contexto pandêmico também foi ressaltado pela artista. Para ela, esse era o momento de mostrar maior compaixão pelos imigrantes. “Durante uma pandemia que já nos custou tanto, os imigrantes são muitas vezes aqueles que estiveram na linha de frente, realizando o trabalho essencial para nos manter saudáveis ​​e seguros – muitas vezes em condições perigosas e por salários muito baixos. a última coisa que eles merecem é ter suas famílias separadas”, pontuou.

Educação, carinho e acompanhamento de pais ou responsáveis são necessidades básicas e que precisam ser garantidas a todos, independente da origem. “Torna-se uma responsabilidade comum e urgente compartilhar as histórias dessas famílias, não importa de onde sejam, manter seus nomes nas notícias e reuni-los novamente”, disse a cantora, que ainda reforçou: “agora não é hora de ficar em silêncio”.

O opositor de Trump, Joe Biden, tem em seu plano de governo estruturar esforços para amparar as crianças imigrantes. “Em seu primeiro dia como presidente, Joe Biden emitirá uma ordem executiva criando uma força-tarefa federal para reunir essas crianças com esses pais”, informou a equipe de Biden em um anúncio.

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