Diego Hypólito revela como contou para a mãe sobre abusos sexuais

Em participação no programa da Fátima Bernardes, o atleta comentou sobre a denúncia contra o ex-técnico

O ginasta olímpico Diego Hypólito, 31 anos, foi um dos convidados do programa “Encontro” comandado pela apresentadora Fátima Bernardes desta segunda-feira (7). Durante a entrevista, o medalhista abordou os abusos sexuais que sofreu durante a infância.

No bate-papo, Diego comentou sobre as suas denúncias feitas a respeito do ex-técnico da seleção brasileira Fernando de Carvalho Lopes, responsável pela ginástica artística da equipe masculina.  O profissional é acusado de assediar mais de 40 ginastas ao longo de sua carreira. “ Precisei de ajuda para começar a responder as coisas que aconteciam comigo. Agora tenho uma sensação de alívio que não consigo explicar. O mais importante não é o que aconteceu, porque isso já faz parte do passado. A gente tem que alertar os pais para terem mais acesso aos filhos e se preocupar para que isso não aconteça mais”, desabafou o atleta para a apresentadora.

“Eu não tenho como olhar para uma pessoa e falar ‘essa pessoa é assassina, essa pessoa é uma pedófila’. Eu não tenho como. E eu, pelos meus princípios familiares, eu sempre procuro acreditar nas coisas boas. O mundo já tem muitos críticos, se a gente não for incentivador de pessoas, a gente não vai ter para onde ir. Então por esses meus princípios, eu sempre acreditava que essas situações, até a própria do Fernando, não poderiam ser reais.”

Além disso, Diego revelou a Fátima Bernardes o modo como contou a sua mãe sobre os abusos sofridos entre seus 9 e 12 anos.“Eu não vi o ‘Fantástico’, não quis ver, isso era muito pesado para mim, por mais que eu tivesse dado depoimento, eu não quis assistir. Quando foi na segunda-feira do ‘Jornal Nacional’, eu vi a matéria ao lado da minha mãe e da minha irmã. E na hora que eu vi a matéria, por mais que eu tenha vivenciado muitas coisas na ginástica, me deu uma revolta muito grande.”

“E aí minha mãe falou assim ‘coitado né, uma pessoa tão boa’. Quando ela falou isso, me deu uma revolta. ‘Uma pessoa tão boa?’. Como é que você pode acreditar numa situação como essa? Aí eu falei ‘você sabia que eu passei por isso na minha infância?’. E ela ficou um pouco em estado de choque”, disse Diego. “Aí que eu vi que a gente tem o dever sim de expor essas situações, porque se a gente não fizer o diferencial, a gente tem o poder para poder falar, para ser escutado, porque muitas pessoas falam e não são ouvidas, a gente tem que fazer o diferencial, não importa quem a gente vai magoar. Importa as pessoas que a gente vai fazer darem um passo adiante, porque tem muitas pessoas que estão dentro de uma cadeia que a gente nem sabe. Eu era bicampeão mundial, medalhista olímpico, eu não estava conseguindo nem sair de casa, não estava conseguindo treinar”, disse.

Confira mais sobre a entrevista do atleta para o programa “Encontro”, clicando aqui.

 

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