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49 kg a menos com proteína de soja no jantar

A leitora Cintia Bonatto Tyska, de 32 anos, fez um dieta em que não podia faltar o ingrediente no jantar. Isso ajudava a controlar aquele ataque noturno à geladeira. Confira a história de sucesso e o cardápio.

Por Redação M de Mulher
10 jul 2014, 21h00 • Atualizado em 15 jan 2020, 03h27
Célia Aguiar (/)
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  • Ela conseguiu emagrecer substituindo o jantar pesado por receitas light com proteína de soja.
    Foto: Arquivo Pessoal

    Tínhamos apenas 28 dias de casados quando meu amor foi transferido de São Paulo para Porto Alegre, a trabalho. O sofrimento foi grande. Antes de me casar, morava com uma amiga aqui em São Paulo. E, de um dia para o outro, fiquei sozinha. Em casa, sem companhia, eu só pensava em comer e dormir. Nos vimos apenas três vezes durante os 11 meses em que o Richard morou lá. Acabei entrando em depressão…

    Quando ele voltou, tudo estava diferente, começando por mim, que tinha acumulado mais 13 kg nesse período – e olha que, quando ele partiu, eu já pesava 103 kg! Eu não sei ao certo se a distância fez esfriar, se foi o baque da vida sob o mesmo teto ou se eu que tinha virado outra pessoa: além de mais gorda, mais amarga de tão infeliz com o meu corpo. Acho que foi mesmo a soma de tudo isso. O fato é que, ao invés de uma volta feliz, e enfim o começo de uma vida a dois, o nosso casamento começou a ir por água abaixo em poucos meses de convivência. Sentia que o meu marido já não tinha prazer em ficar ao meu lado. Em muitas sextas-feiras briguei, pedindo que voltasse cedo para casa, mas ele preferia ficar com os amigos. Nunca tocamos no assunto do divórcio, mas o desfecho passou pela minha cabeça. Mesmo com a presença dele, eu me sentia a pessoa mais sozinha do mundo…
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    Em busca de explicações para o fracasso da nossa vida a dois, comecei a me analisar. No espelho, há tempos não encontrava mais uma mulher jovem e bonita. Os quilos extras tinham me colocado tão para baixo que deixei de me cuidar. Já não me arrumava e parecia bem mais velha. Pessoas de mal com a autoestima ficam com aspecto de fracassadas. E, sejamos honestas, quem quer uma companhia assim? Ninguém, né? Precisei quase perder o homem da minha vida para me tocar que a mudança tinha que acontecer dentro de mim. Em setembro de 2012, entendi que precisaria, em primeiro lugar, me amar, pois só assim receberia o mesmo do meu marido. Para isso existia um só caminho: eu tinha que emagrecer!


    Achava mais fácil tomar remédio

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    Mas o meu drama com a balança é mais antigo. Comecei a engordar em 2001, aos 19 anos, depois que engatei o namoro com o Richard. Caí naquela armadilha dos programas de casal: noites de filme com pizza, almoço em churrascaria… Eu passava a semana pesquisando restaurantes para a gente. Resultado: passei dos 78 kg para os 90 kg em três anos de relacionamento!

    Desesperada, em 2004, marquei uma consulta com um endocrinologista. Lá, fui apresentada à anfepramona, uma fórmula emagrecedora que inibe o apetite. Achei o máximo emagrecer 18 kg em dois meses! Pensava assim: controlar a alimentação pra quê, se posso ser feliz com remédio? Mas a minha alegria durou pouco, a venda da anfepramona foi proibida logo depois. O doutor substituiu pela sibutramina, mas tive efeitos colaterais, como calafrios, e abandonei. Só que continuei com as gordices de antes. Em 2010, quando me casei, já tinha passado da casa dos 100 kg!


    A palavra de ordem: substituição

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    A decisão de recuperar a autoestima e salvar o casamento já tinha sido tomada. O ponto de partida da minha batalha contra a balança foi um bate-papo com uma amiga que me contou sobre um programa de emagrecimento baseado em pontos, tudo pela internet! Lá, eu preenchia, como se fosse um diário, o que eu comia e ele pontuava cada alimento – percebi nos cálculos os excessos que cometia. O bacana é que quando eu colocava, por exemplo, pão francês, ele indicava que o melhor seria substituir pelo pão integral. E assim virei craque em vida saudável.

    Descobri, por exemplo, a quinua em grãos para substituir o trigo. Ela é rica em proteína e tem baixo índice glicêmico. As frutas e o mel passaram a ser os substitutos dos doces. Adquiri também o hábito de tomar chá de camomila, 1,5 litro por dia. Além de me acalmar, evitava a compulsão. No entanto, minha maior dificuldade era no jantar, não sabia o que fazer para comer pouco e não dormir morrendo de fome. Foi também na internet que achei a solução: proteína de soja texturizada. Ela é conhecida como “carne de soja”, pois substitui a carne vermelha em receitas maravilhosas. Ao contrário da proteína animal, senti que a soja era mais fácil para digerir – ganhei até mais disposição! – e, o melhor, não tem gordura! Além disso, ela dava muita saciedade, porque é rica em fibras. Eu fazia quibe, escondidinho, tudo com a proteína da soja! Comecei, então, a caminhar três vezes por semana no meu bairro. Foi assim que, no primeiro mês de dieta, perdi 8 kg! Uau!
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    Virei caso de sucesso

    Na época, contei para o Richard que estava de dieta e ele pensou que seria só mais uma e que não daria em nada, mas eu fui provando, dia após dia, que daquela vez era para valer. Nos primeiros três meses, emagreci 15 kg e, a partir daí, ele começou a vibrar comigo a cada quilo perdido! Era muito legal quando íamos a uma loja e descobríamos que meu manequim tinha diminuído, era uma festa! Eu fui ficando orgulhosa das minhas conquistas e meu amor também. Voltei a me gostar e em pouco tempo senti que tínhamos tornado a ser o casal apaixonado de sempre. Ele me acompanha nas caminhadas e nunca mais me trocou pela happy hour com os amigos. Somos um casal feliz novamente!
     
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    Proteína de soja

    Muitos vegetarianos já usam a proteína de soja como substituta da carne e a Cintia, apesar de comer de tudo, viu aí a solução por algo mais leve no jantar, mas que não a deixasse com fome. “A PTS (proteína texturizada de soja) sacia porque é rica em fibras: cada 50 g oferecem 28% da recomendação diária. Por não ter gordura, ajuda na perda de peso”, explica a nutricionista Roseli Ueno. O nutricionista César Torres, da Flexnutri Nutrição e Qualidade de Vida, aponta outra vantagem: “A digestão da PTS é mais fácil para o nosso organismo do que a da carne vermelha”, diz. Além disso ela previne doenças cardiovasculares e a osteoporose, por ser rica em cálcio.Você pode comer, em édia 25 g de proteína de soja texturizada por dia, o equivalente a 60 g do grão”, diz Torres.

    Confira algumas sugestões
     

    49 kg a menos com proteína de soja no jantar

    Foto: Getty Images

    1· Proteína de soja texturizada em pedaços, Mãe Terra, R$ 4,91*

    2· Proteína de soja texturizada granulada, Jasmine, R$ 7,99*

    3· Proteína de soja texturizada granulada, Internutri, R$ 7*


    *Preços pesquisados em junho/2014
     


     

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