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Para fugir de polêmicas, Oscar 2020 será novamente sem apresentador

O modelo que, verdade seja dita, funcionou no ano passado, se consagra definitivamente.

Por Lucas Castilho - 9 jan 2020, 18h18

Vai começar! Exatamente daqui um mês as maiores celebridades de Hollywood devem se reunir para a “festa da firma” mais ridiculamente cara e famosa do planeta. O Oscar 2020 acontece no dia 9 de fevereiro, em Los Angeles, para celebrar o “melhor” do cinema e, assim como a cerimônia do ano passado, vai acontecer sem uma apresentadora (ou apresentador). A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (9).

“Quero confirmar agora, junto com a Academia, que não haverá anfitrião tradicional este ano”, disse Karey Burke, presidente da ABC, emissora de TV responsável pela transmissão oficial do prêmio nos Estados Unidos.

A verdade é que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas não quer se dar ao trabalho de, mais uma vez, selecionar alguma pessoa problemática que, após ser anunciada como responsável por conduzir a noite de premiações, será “cancelada” no Twitter por alguma polêmica ou comentário ofensivo – e tanto a ABC, que é uma propriedade da Disney, quanto a Academia não suportam nenhuma dessas duas coisas!

No ano passado, o comediante Kevin Hart havia sido contratado para a função, porém, após tuítes homofóbicos ressurgirem na web, foi corretamente demitido do trabalho. A solução encontrada – na ocasião criticada por muitos – foi a de apostar em uma cerimônia sem anfitrião.

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O que parecia estranho para grande parte do público funcionou muito bem e a transmissão até conseguiu ser considerada por especialistas como uma das melhores e mais fluidas dos últimos anos. Maya Rudolph, Tina Fey, e Amy Poehler, por exemplo, entregaram o primeiro troféu da noite e fizeram piadas tão boas de que não eram as apresentadoras oficiais que provavelmente nenhum outro anfitrião no mundo conseguiria fazer algo no mesmo nível.

Números musicais pop como Adam Lambert ao lado do Queen, e Lady Gaga junto de Bradley Cooper também trouxeram dinamismo para o evento. Além disso, foi uma noite histórica, já que bateu o recorde no número de prêmios para profissionais negros (7 estatuetas) e mulheres (15).

Na próxima segunda-feira (13) serão anunciados os indicados aos prêmios e as apostas estão altas.

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