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8 livros que toda mulher deveria ler ao menos uma vez na vida

De clássicos do feminismo a romances contemporâneos, confira obras que abordam identidade, corpo, desejo, maternidade, liberdade e os papéis de gênero

Por Beatriz Lourenço 10 ago 2026, 13h58
Mulher de óculos e camiseta branca esconde o rosto atrás de um livro verde escuro, sentada no chão com almofada e pilhas de livros ao redor
Conheça 8 livros essenciais que mergulham na experiência feminina, abordando desde a identidade e os padrões de beleza até a interseccionalidade (Pexels/Reprodução)
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O que significa ser mulher? Há séculos, pesquisadoras e filósofas tentam refletir sobre essa pergunta de diferentes maneiras, seja por meio de ensaios que questionam estruturas sociais ou por histórias de personagens que tentam escapar das expectativas colocadas sobre elas.

Abaixo, reunimos livros de diferentes épocas e estilos que nos ajudam a pensar sobre a experiência feminina para além de uma única definição. São títulos que falam sobre liberdade, desejo, maternidade, trabalho, beleza e identidade. Confira:

O Segundo Sexo, de Simone de Beauvoir

Publicado em 1949, o clássico continua sendo uma das principais referências para entender como a sociedade participa da construção da identidade feminina. 

Ao investigar a história, a cultura, a sexualidade e os papéis atribuídos às mulheres, a filósofa questiona a ideia de que exista uma essência feminina determinada pela biologia.

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O Segundo Sexo, de Simone de Beauvoir

Box com dois livros O Segundo Sexo de Simone de Beauvoir. A capa principal, laranja, exibe um perfil da autora em tons sépia. As lombadas, azul e rosa, indicam Volume 1: Fatos e Mitos e Volume 2: A Experiência Vivida

Um Teto Todo Seu, de Virginia Woolf

O que uma mulher precisa para criar livremente? Para Virginia Woolf, uma das respostas passa por ter dinheiro e um espaço próprio. 

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A partir dessa premissa, a escritora reflete sobre as barreiras históricas enfrentadas pelas mulheres na literatura e na vida intelectual, discutindo independência, educação e liberdade criativa.

Um Teto Todo Seu, de Virginia Woolf

Capa do livro Um Teto Todo Seu de Virginia Woolf, com fundo vermelho e uma mão segurando uma vela acesa, envolta por rabiscos pretos. A contracapa preta exibe a frase UMA MULHER, PARA ESCREVER FICÇÃO, PRECISA TER DINHEIRO & UM QUARTO SÓ SEU em rosa, e um resumo do livro

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O Mito da Beleza, de Naomi Wolf

Aqui, a escritora investiga como os padrões de beleza podem funcionar como mecanismos de controle social. 

O livro mostra como, mesmo diante de avanços em áreas como trabalho e direitos, novas cobranças relacionadas à aparência passaram a ocupar esse espaço, criando uma espécie de obrigação permanente de corresponder a um determinado ideal feminino.

O Mito da Beleza, de Naomi Wolf

Capa do livro O Mito da Beleza de Naomi Wolf. Fundo azul escuro com letras grandes em rosa e amarelo. O título principal O mito da beleza está em rosa, e o nome da autora Naomi Wolf em amarelo. Um subtítulo em rosa menor diz como as imagens de beleza são usadas contra as mulheres. O logo da editora Rosa dos Tempos está no canto inferior esquerdo

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O Acontecimento, de Annie Ernaux

Em uma narrativa autobiográfica, a escritora revisita o aborto clandestino que realizou na França dos anos 1960, quando o procedimento ainda era ilegal. 

O relato ultrapassa a experiência individual para discutir classe social, vergonha, sexualidade e, sobretudo, o direito das mulheres de decidir sobre o próprio corpo.

O Acontecimento, de Annie Ernaux

Capa do livro O Acontecimento de Annie Ernaux. A imagem mostra a autora jovem, com cabelo escuro e vestido simples, em um ambiente escuro. O título ANNIE ERNAUX aparece em verde sobre fundo cinza e verde. Um selo dourado indica PRÊMIO NOBEL DE LITERATURA 2022. O título da obra está em verde sobre fundo marrom, e o logo da editora Fósforo em preto sobre fundo bege

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A Redoma de Vidro, de Sylvia Plath

Publicado em 1963, o único romance de Sylvia Plath acompanha uma jovem que começa a questionar as expectativas colocadas sobre seu futuro. 

Entre carreira, relacionamentos e os papéis esperados de uma mulher, a personagem experimenta uma sensação crescente de aprisionamento, em uma obra que também se tornou importante para pensar saúde mental e identidade feminina.

A Redoma de Vidro, de Sylvia Plath

Capa do livro A Redoma de Vidro, de Sylvia Plath, com fundo rosa claro. O título e o nome da autora estão em roxo e branco, com uma ilustração de flores e botões de papoula em preto. No canto inferior esquerdo, a palavra romance em rosa claro. No canto inferior direito, o logo da editora Biblioteca Azul, um boneco roxo segurando um livro

Calibã e a Bruxa, de Silvia Federici

Para quem quer uma leitura mais histórica, Silvia Federici investiga a relação entre a ascensão do capitalismo e a transformação do papel das mulheres na sociedade. 

O livro aborda a divisão sexual do trabalho, o controle da reprodução e a perseguição às mulheres durante a transição para o sistema capitalista.

Calibã e a Bruxa, de Silvia Federici

Capa do livro Calibã e a Bruxa, de Silvia Federici, com três mulheres camponesas em tons de vermelho e azul. A primeira mulher, à esquerda, usa um lenço na cabeça e carrega um fardo. A segunda, ao centro, usa chapéu de palha e segura uma enxada. A terceira, à direita, também usa chapéu e carrega uma ferramenta de cabo longo. O título está em letras grandes e brancas sobre a imagem

Mulheres, Raça e Classe, de Angela Davis

O livro mostra como as experiências das mulheres não podem ser compreendidas a partir de uma única perspectiva. Ao recuperar episódios da história dos Estados Unidos, a autora analisa as relações entre gênero, raça e classe, mostrando como mulheres negras foram historicamente excluídas tanto das lutas feministas protagonizadas por mulheres brancas quanto de determinados movimentos sociais.

A obra é um dos principais clássicos do feminismo negro e ajuda a entender por que não existe uma experiência feminina única.

Mulheres, Raça e Classe, de Angela Davis

Capa do livro Angela Davis – Mulheres, Raça e Classe. Fundo preto com o rosto de Angela Davis em vermelho, com cabelo afro. O nome ANGELA DAVIS está em letras brancas grandes e o subtítulo –MULHERES, RAÇA E CLASSE– em letras brancas menores. No canto inferior direito, o logo da editora Boitempo

Corpos que Importam, de Judith Butler

Mais teórico, este livro questiona a maneira como gênero, sexo e corpo são compreendidos socialmente. 

A autora investiga como normas culturais definem quais corpos e identidades são reconhecidos como legítimos, ampliando a discussão sobre o que significa ser mulher para além de uma definição puramente biológica.

Corpos que Importam, de Judith Butler

Capa de livro preta com letras douradas. Título: Judith Butler, Corpos Que Importam, Os limites discursivos do sexo. Logotipo N-1 edições

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