8 livros que toda mulher deveria ler ao menos uma vez na vida
De clássicos do feminismo a romances contemporâneos, confira obras que abordam identidade, corpo, desejo, maternidade, liberdade e os papéis de gênero
O que significa ser mulher? Há séculos, pesquisadoras e filósofas tentam refletir sobre essa pergunta de diferentes maneiras, seja por meio de ensaios que questionam estruturas sociais ou por histórias de personagens que tentam escapar das expectativas colocadas sobre elas.
Abaixo, reunimos livros de diferentes épocas e estilos que nos ajudam a pensar sobre a experiência feminina para além de uma única definição. São títulos que falam sobre liberdade, desejo, maternidade, trabalho, beleza e identidade. Confira:
O Segundo Sexo, de Simone de Beauvoir
Publicado em 1949, o clássico continua sendo uma das principais referências para entender como a sociedade participa da construção da identidade feminina.
Ao investigar a história, a cultura, a sexualidade e os papéis atribuídos às mulheres, a filósofa questiona a ideia de que exista uma essência feminina determinada pela biologia.
Um Teto Todo Seu, de Virginia Woolf
O que uma mulher precisa para criar livremente? Para Virginia Woolf, uma das respostas passa por ter dinheiro e um espaço próprio.
A partir dessa premissa, a escritora reflete sobre as barreiras históricas enfrentadas pelas mulheres na literatura e na vida intelectual, discutindo independência, educação e liberdade criativa.
O Mito da Beleza, de Naomi Wolf
Aqui, a escritora investiga como os padrões de beleza podem funcionar como mecanismos de controle social.
O livro mostra como, mesmo diante de avanços em áreas como trabalho e direitos, novas cobranças relacionadas à aparência passaram a ocupar esse espaço, criando uma espécie de obrigação permanente de corresponder a um determinado ideal feminino.
O Acontecimento, de Annie Ernaux
Em uma narrativa autobiográfica, a escritora revisita o aborto clandestino que realizou na França dos anos 1960, quando o procedimento ainda era ilegal.
O relato ultrapassa a experiência individual para discutir classe social, vergonha, sexualidade e, sobretudo, o direito das mulheres de decidir sobre o próprio corpo.
A Redoma de Vidro, de Sylvia Plath
Publicado em 1963, o único romance de Sylvia Plath acompanha uma jovem que começa a questionar as expectativas colocadas sobre seu futuro.
Entre carreira, relacionamentos e os papéis esperados de uma mulher, a personagem experimenta uma sensação crescente de aprisionamento, em uma obra que também se tornou importante para pensar saúde mental e identidade feminina.
Calibã e a Bruxa, de Silvia Federici
Para quem quer uma leitura mais histórica, Silvia Federici investiga a relação entre a ascensão do capitalismo e a transformação do papel das mulheres na sociedade.
O livro aborda a divisão sexual do trabalho, o controle da reprodução e a perseguição às mulheres durante a transição para o sistema capitalista.
Corpos que Importam, de Judith Butler
Mais teórico, este livro questiona a maneira como gênero, sexo e corpo são compreendidos socialmente.
A autora investiga como normas culturais definem quais corpos e identidades são reconhecidos como legítimos, ampliando a discussão sobre o que significa ser mulher para além de uma definição puramente biológica.
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