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Google apresenta coleção sobre a história da Parada LGBT+ de São Paulo

Exposição mostra, por meio de fotografias, o crescimento da maior Parada LGBT+ do mundo, desde 1997 até os dias atuais

Por Gabriela Maraccini Atualizado em 15 jun 2020, 14h54 - Publicado em 15 jun 2020, 14h00

Mesmo com as limitações impostas pelo isolamento social, a comunidade LGBT+ pode celebrar a Parada do Orgulho de forma virtual, com muito conteúdo interessante e cultural. O Google Arts & Culture comemora os 50 anos das Marchas do Orgulho com exposições e destaques das edições da Parada LGBT de São Paulo, a maior do mundo.

Em parceria com o Museu da Diversidade Sexual, a plataforma disponibilizou, na última sexta-feira (12), a exposição virtual O Orgulho Ocupa a Rua, onde será possível acompanhar o crescimento da Parada desde sua primeira edição, em 1997, até se tornar a maior manifestação da população LGBT+ do mundo.

“Existe um grande apagamento das memórias das minorias, não só da comunidade LGBT, mas de todos os segmentos que foram e são discriminados na sociedade”, aponta Franco Reinaudo, diretor do Museu da Diversidade Sexual, em entrevista a CLAUDIA. “Quando visibilizamos essa história, construímos uma identidade. Essa é a grande importância dessa exposição para a própria comunidade LGBT+. É poder preservar essas histórias e memórias”, completa.

A coleção traz grandes registros das paradas em São Paulo, com imagens da multidão, dos protestos por direitos, do brilho e do empoderamento da comunidade, entre outras fotografias que registram o amor livre e a diversidade trans.

Visibilidade e conquistas de direitos

Franco esteve presente na primeira Parada LGBT de São Paulo, em 1997, e conta que muito mudou desde então. “As pessoas iam para as paradas disfarçadas e muitas se escondiam. Eu lembro de passar e ver amigos e conhecidos atrás de colunas, porque havia muita dificuldade de se expor”, relata.

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Essa questão foi se transformando junto com o crescimento da Parada na cidade. “Em 2000, batemos 200 mil pessoas na rua. As pessoas começaram e se sentir seguras. Como ia bastante gente, elas se sentiam confiantes em participar. E a presença de famílias também foi fundamental. Esse crescimento e essa visibilidade foi positiva, ajudando outras pessoas a ‘saírem do armário'”, comenta.

Para Franco, as paradas também foram fundamentais para a conquista de direitos da comunidade LGBT+, como o casamento igualitário, a criminalização da LGBTfobia e o reconhecimento da identidade trans. “Com as paradas, a comunidade se tornou visível. Antes, não sabiam quantos eram e quem eram essas pessoas. Quando você coloca milhares na rua, fica claro que existe uma população e uma demanda por políticas públicas. Eu acho que esse é o grande legado da Parada”, reflete.

Drag pose
Parada do Orgulho LGBT de São Paulo Associação da Parada GLBT de São Paulo/Museu da Diversidade Sexual/Divulgação

Mas ainda há mais a ser feito. Para o diretor, a educação é a ferramenta essencial para a batalha contra a discriminação. “Enquanto tivermos uma educação tão complicada, como temos no Brasil, ainda vamos sofrer bastante com todo o tipo de preconceito. A educação é transformadora”, opina. “É importante termos leis, é fundamental, mas o mais importante é as pessoas terem consciência e respeito ao outro e à diversidade”, finaliza.

O Museu da Diversidade Sexual ainda está com outra exposição virtual no Google Arts & Culture: Queerentena. Divida em dois formatos —  a Inspira e a Expira , a mostra reúne produções artísticas da população LGBT+ durante o período do isolamento social e tenta retratar o momento de solidão que muitas pessoas da comunidade estão enfrentando durante os últimos meses, sob dois olhares diferentes: o de reflexão interior e o de impressões sobre o mundo.

Marcha de Nova York

Além de mergulhar pela história da Parada de São Paulo, será possível viajar virtualmente até a Marcha pelo Orgulho de Nova York, que celebra seus 50 anos, e conhecer, também, a história da Revolta de Stonewall —  uma série de manifestações de membros da comunidade LGBT que ocorreu entre junho e julho de 1969 e que revolucionou o movimento LGBT+.

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