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Búzios, figas, frutas: Conheça as joias que encantam e protegem

A carioca Julia Gastin resgata a história da joalheria brasileira ao criar peças cheias de símbolos da nossa cultura. O resultado é irresistível

Por Isabella D'Ercole Atualizado em 17 fev 2020, 11h15 - Publicado em 29 nov 2019, 21h42

No dia desta entrevista, a carioca Julia Gastin (@jugastin) usava brincos com pingentes em forma de pitanga de um lado e de abacaxi de outro. Dourados, esses acessórios fazem parte de sua mais recente coleção, em parceria com a chef Renata Vanzetto.

“Eu dei um pitaco no cachorro-quente dela, falei para usar coentro. Em troca, ela pensou comigo nessa coleção, inspirada em alimentos típicos nossos, como essas frutas e o cacau”, conta ela.

Julia Gastin
Julia Gastin Bárbara Rosalinski/CLAUDIA

Apaixonada por moda, Julia, 32 anos, foi figurinista de cinema e de TV. Por muitos anos, trabalhou no Esquenta!, programa dominical de Regina Casé. Aliás, as duas partilhavam o interesse pela cultura e ícones brasileiros e faziam questão de destacar nossos patrimônios. As coleções de acessórios e o ateliê nasceram daí.

Visitando o Museu Costa Pinto, em Salvador, Julia descobriu as joias de crioula, usadas por mulheres negras que compravam a alforria e alcançavam posição de destaque na sociedade colonial.

Peças produzidas por Julia Gastin
Peças produzidas por Julia Gastin Divulgação/Divulgação

“Eram cheias de simbolismo. Fui estudar e descobri o significado dos balangandãs, como búzios, figas e frutas”, afirma Julia. Ela vende suas peças pelo Instagram ou pontos de venda em São Paulo, Rio de Janeiro e Paris.

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