Clique e assine Claudia a partir de R$ 8,90/mês

Brasil será representado em Cannes por filme sobre racismo

"Casa de Antiguidades", protagonizado por Antonio Pitanga, conta a história de um operário negro no sul do país

Por Da Redação - 4 jun 2020, 14h18

O Festival de Cannes divulgou na última quarta-feira (3) a lista dos 56 filmes que compõem sua seleção oficial e poderão usar, até 2021, o selo da curadoria, como a logomarca “Seleção Oficial de Cannes”. Dentre eles está “Casa de Antiguidades”, produção brasileira protagonizada por Antonio Pitanga e dirigido por João Paulo Miranda Maria.

O filme conta a história de Cristovam, um operário negro que vive no sul do país e tem que lidar com o racismo estrutural e o conservadorismo. A trama, que se passa em 2018, também aborda a polarização política que se espalhou pelo país na época das eleições presidenciais. As cenas se passam na cidade catarinense Treze Tílias, que era forte apoiadora do então candidato Jair Bolsonaro.

“O filme tem o protagonismo de Antônio Pitanga, com seus mais de 80 anos, interpretando um homem que veio do interior de Goiás e que enfrentará violentamente um grupo ultra conservador no sul do Brasil. Isto o guiará num buraco negro profundo e complexo; que espelha um Brasil que está perdido no tempo, com cara dos anos 70”, disse o diretor do filme em entrevista à VEJA.

O Festival de Cannes  ocorreria em maio, mas, devido à pandemia do novo coronavírus, e foi descartada a possibilidade da realização do evento físico ainda esse ano. “Casa de Antiguidades” divide a lista com filmes como “The French Dispatch”, do americano Wes Anderson; “Été 85”, do francês François Ozon; e dois filmes do diretor britânico Steve McQueen, que ganhou Oscar em 2014 por “12 Anos de Escravidão”.

Continua após a publicidade

“Esta seleção mostra que o cinema ainda está vivo, também esteve durante o confinamento”, declarou o diretor-geral do festival, Thierry Frémaux, durante o anúncio da seleção ao lado do presidente do Festival, Pierre Lescure.

Confira a seleção completa do festival:
  • “The French Dispatch”, de Wes Anderson
  • “Été 85”, de François Ozon
  • “Asa Ga Kuru”, de Naomi Kawase
  • “Lovers Rock”, de Steve McQueen
  • “Mangrove”, de Steve McQueen
  • “Druk”, de Thomas Vinterberg
  • “DNA”, de Maïwenn
  • “Last Words”, de Jonathan Nossiter
  • “Heaven: To the Land of Happiness”, de Im Sang-soo
  • “El Olvido Que Seremos”, de Fernando Trueba
  • “Peninsula”, de Sang-ho Yeon
  • “In the Dusk”, de Sharunas Bartas
  • “Des Hommes”, de Lucas Belvaux
  • “The Real Thing”, de Kôji Fukada
  • “Passion Simple”, de Danielle Arbid
  • “A Good Man”, de Marie-Castille Mention-Schaar
  • “The Things We Say, The Things We Do”, de Emmanuel Mouret
  • “Souad”, de Ayten Amin
  • “Limbo”, de Ben Sharrock
  • “Rouge”, de Farid Bentoumi
  • “Falling”, de Viggo Mortensen
  • “Sweat”, de Magnus von Horn
  • “Teddy”, de Ludovic e Zoran Boukherma
  • “February”, de Kamen Kalev
  • “Ammonite”, de Francis Lee
  • “Nadia, Butterfly”, de Pascal Plante
  • “Broken Keys”, de Jimmy Keyrouz
  • “The Truffle Hunters”, de Gregory Kershaw e Michael Dweck
  • “John and the Hole”, de Pascual Sisto
  • “Here We Are”, de Nir Bergman
  • “Un Médecin De Nuit”, de Elie Wajeman
  • “Enfant Terrible”, de Oskar Roehler
  • “Pleasure”, de Ninja Thyberg
  • “Slalom”, de Charlène Favier
  • “Casa de Antiguidades”, de João Paulo Miranda
  • “Ibrahim”, de Samuel Guesmi
  • “Gagarine”, de Fanny Liatard e Jérémy Trouilh
  • “16 Printemps”, de Suzanne Lindon
  • “Vaurien”, de Peter Dourountzis
  • “Garçon Chiffon”, de Nicolas Maury
  • “Si Le Vent Tombe”, de Nora Martirosyan
  • “En route pour le milliard”, de Dieudo Hamadi
  • “9 Days at Raqqa”, de Xavier de Lauzanne
  • “Antoinette in the Cévènnes”, de Caroline Vignal
  • “Les Deux Alfred”, de Bruno Podalydès
  • “Un Triomphe”, de Emmanuel Courcol
  • “Les Discours”, de Laurent Tirard
  • “L’Origine du Monde”, de Laurent Lafitte
  • “Septet: The Story of Hong Kong”, de Ann Hui, Johnnie To, Tsui Hark, Sammo Hung, Yuen Woo-Ping e Patrick Tam
  • “Beginning”, de Déa Kulumbegashvili
  • “Striding Into the Wind”, de Wei Shujun
  • “The Death of Cinema and My Father Too”, de Dani Rosenberg
  • “Aya To Majo”, de Goro Miyazaki
  • “Flee”, de Jonas Poher Rasmussen
  • “Josep”, de Aurel
  • “Soul”, de Pete Docter

Todas as mulheres podem (e devem) assumir postura antirracista

Publicidade