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Cebola, alho e cebolinha: os reis do tempero

O trio imbatível encara qualquer refeição, do arroz com feijão às misturas sofisticadas dos grandes chefs. Saiba como tirar o melhor de cada um deles

Por Redação M de Mulher - Atualizado em 22 out 2016, 15h27 - Publicado em 7 out 2012, 22h00

Quem resiste àquele cheirinho de cebola, alho e cebolinha fritando no azeite na hora do almoço ou do jantar? “São aromas que trazem boas lembranças e a sensação de conforto da comida de mãe. Sem eles, a culinária não seria a mesma”, comenta a chef Beth Branco.

Ela garante que o melhor jeito de agradar a gregos e troianos – uns gostam menos, outros mais – é saber dosar a quantidade e o ponto do cozimento: “Um bom parâmetro é observar a alteração de cor. No caso da cebola, deve ficar translúcida; o alho, com cor acastanhada”.

Esses temperos combinam com uma infinidade de ingredientes e dão sabor a molhos, refogados, caldos, recheios, cozidos e saladas. Também podem ser utilizados como decoração dos pratos.

Truques preciosos

· A cebola tem má fama por provocar lágrimas em quem a corta. Para evitar esse efeito colateral, basta descascar e picar debaixo de água corrente. Beth ensina um segredo que suaviza o paladar: “Deixe as rodelas de molho em água por 30 minutos”.

· O alho, de gosto forte, é evitado às vezes por causar mau hálito. “Quando assado ou cozido, fica com gosto mais delicado”, ensina a chef. Ela recomenda também retirar o brotinho interno para que fique menos indigesto.

· Já a cebolinha é a preferida na finalização: tanto o talo quanto a haste deixam a comida muito mais atraente.

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Feira dos sabores

Segundo Jairo Vidal Vieira, pesquisador da Unidade de Hortaliças da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), cada um destes temperos tem personalidade própria. Conheça as características e experimente à vontade:

Cebola comum: de diversos tamanhos e cores, esse bulbo tem sabor que vai do adocicado ao ardido. É rico em minerais e vitaminas B e C. A comum é ótima crua, em saladas; frita, em sanduíches; ou com linguiça, carnes e massas. Ainda tempera arroz, sopas e cremes, molhos e patês.

Minicebolas: de sabor doce, são ideais para conservas ou, carameladas, com carne de porco e cordeiro.

Échalote: é um bulbo similar à cebola, usado nas cozinhas hispano-americana e oriental. Suave, é boa em saladas, cozidos e assados.

Cebola branca: também chamada de cebola americana, é pouco picante e saborosa crua ou cozida.

Cebola roxa: menos ardida que a cebola comum, é uma delícia crua, em saladas e pratos frios. Pela cor, também serve para decorar pratos.

Cebola pequena: de sabor mais fraco e adocicado, pode ser assada com carnes ou cozida com legumes.

Alho branco: bastante comum na culinária brasileira, é fonte de vitaminas A, B e C. Deve ser usado com parcimônia para não aparecer demais no arroz, em carnes ou cozidos. Frito, acompanha bem frango à passarinho e outros petiscos e deixa as conservas mais saborosas.

Alho roxo: com gosto mais intenso que o branco, é indicado para pastas e fica ótimo assado.

Nirá: essa planta asiática é conhecida como alho japonês. Suave, é boa in natura. As folhas temperam molhos para saladas e decoram os pratos.

Cebolinha francesa: com talos menores e mais finos que os da cebolinha verde, também recebe o nome de ciboulette. Delicada, é recomendada para molhos, patês e peixes. Como decoração, dá um toque sofisticado aos pratos.

Cebolinha verde: tempero de gosto pronunciado, contém minerais e vitaminas A, B e C. Serve para condimentar legumes fritos, refogados, marinadas, saladas e sopas. Combina com ovos e serve para aromatizar manteigas e queijos.
 

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