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Rachel Jordan

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Referência no mercado de consultoria de imagem, Rachel Jordan é especialista em comportamento profissional e atua como consultora, mentora e palestrante para empresas e pessoas que desejam desenvolver suas habilidades emocionais e alavancar a carreira. Co-autora do Livro À Sua Moda – 4Talks, Rachel também ministra cursos e workshops na área
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Como exercer a comunicação não violenta no ambiente de trabalho

Atentas às mudanças sociais, muitas empresas começaram a lançar mão da comunicação não violenta como um elemento de transformação

Por Rachel Jordan Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
6 set 2023, 08h04

Não há dúvida de que que todas as transformações trazidas pela era digital que estamos experimentando a cada dia, potencializada por uma tecnologia cada vez mais inovadora e surpreendente, revolucionou o mundo e apresentou uma realidade até então impensável por todos nós, seres humanos.  No entanto, toda essa mudança nos impactou de tal forma que hoje é preciso muita atenção para não agirmos como se fossemos robozinhos, ou seja, de forma automática, fria e individualista em nossas relações interpessoais, principalmente no meio profissional. Afinal, é no ambiente de trabalho que somos desafiadas todos os dias em nossos limites comportamentais que envolvem, entre outras questões, respeito, empatia e cuidado com o outro – o que torna a comunicação não violenta essencial. 

A velocidade imposta pelo mundo digital nos transformou em reféns do imediatismo, do cumprimento de metas e de um grande egocentrismo. É preciso muito cuidado para não virarmos máquinas humanas, pessoas sem empatia e sem vontade de cultivar um ambiente de trabalho que valorize o bem-estar e a colaboração, um espaço no qual todos atuem de maneira positiva para uma convivência harmoniosa.

É fundamental estarmos ligadas (os) na forma como nos comunicamos com os nossos pares, gestores e colaboradores, pois, como sabemos, a comunicação é uma ferramenta muito potente, mas precisa ser exercida de forma positiva para não gerar desentendimentos e conflitos. É muito importante que ela seja um canal de escuta ativa, de acolhimento e compreensão, e não uma fonte de agressão e arrogância.

E nesse ponto, uma soft skill, ou seja, uma habilidade, anda em alta no mundo corporativo: a comunicação não violenta (CNV). Atentas às mudanças sociais impostas ao atual cenário mundial, muitas empresas começaram a lançar mão da comunicação não violenta como um elemento de transformação para melhorar o clima organizacional.

Você sabe o que é a comunicação não violenta e como ela tem se revelado essencial para um ambiente profissional menos hostil, mais inclusivo e acolhedor? Pois bem, antes considero importante ressaltar que a comunicação não violenta não é uma novidade, pelo contrário.

O conceito de comunicação não violenta ganhou vida através do psicólogo Marshall Rosenberg no início dos anos 1960. Naquela época, os Estados Unidos viviam um cenário de segregação racial e Rosenberg foi um importante agente transformador daquela realidade ao colocar em prática a comunicação não violenta em favor da população negra.

Desde então, essa habilidade passou a ser usada em diferentes situações com o objetivo de desenvolver nas pessoas relações mais humanizadas e respeitosas. E nos últimos tempos vem sendo adotada como uma importante ferramenta no ambiente profissional, e, consequentemente, pessoal. Afinal, somos no trabalho uma extensão do que somos em casa. 

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Em todos os âmbitos de nossas vidas uma comunicação assertiva é essencial para criar conexões saudáveis. Saber usar as palavras de forma adequada em cada situação, ter uma escuta atenta sem pré-julgamentos, entender como fazer as cobranças necessárias sem ser agressiva e sempre respeitar o outro é o segredo para criarmos um clima de trabalho onde todos respirem bem-estar e cumplicidade profissional de qualidade.

Todos esses elementos juntos trabalham para uma comunicação não violenta. Uma habilidade de saber se expressar, compreender, pensar na forma como as palavras serão verbalizadas e aprender a desenvolver a escuta. Ao agirmos assim no ambiente profissional, evitamos uma série de conflitos e desentendimentos, aumentamos nossa produtividade e obtemos melhores resultados não só no trabalho como em nossa vida cotidiana.

E como efetivamente podemos colocar isso em prática no ambiente de trabalho? Cabe a cada um(a) de nós promover o diálogo, a empatia, a troca de conhecimentos e uma comunicação transparente. E para que tudo isso aconteça, um elemento é essencial em todo esse processo: o autoconhecimento.

Quando nos conhecemos profundamente, somos capazes de ter controle sobre nossas atitudes e gestos para que eles impactem de forma positiva quem está ao nosso redor. 

Como pudemos perceber ao longo do artigo, a comunicação não violenta nada mais é do que a habilidade de se comunicar com o outro de forma cuidadosa, empática e acolhedora, promovendo dessa maneira conexões humanizadas, de bem-estar e complacência. 

Para que seja exercida, segundo Rosenberg, a comunicação não violenta deve se basear nos seguintes pilares: observação, sentimento, necessidade e solicitação. Ao usar cada uma dessas habilidades com inteligência emocional, contribuiremos para ambientes mais saudáveis e acolhedores.

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Como praticar a comunicação não violenta no trabalho 

Observação – É muito comum diante de uma fala, fato ou conflito, fazermos um pré-julgamento sobre aquilo que estamos presenciando. Esse é o ponto. Precisamos aprender a observar melhor, entender o que de fato está acontecendo antes de julgar. A partir disso, inicie sua narrativa demonstrando compreensão e respeito. Demonstre seu modo de pensar de forma clara e num tom que transmita calma e segurança ao seu interlocutor, por mais que seja uma conversa difícil. 

Escuta ativa – Quando estiver diante de um conflito, ouça com atenção o que a outra pessoa tem a dizer, não interrompa ou faça críticas previamente. Antes de acusar, reflita como irá se manifestar, você não sabe o que pode ter levado a pessoa a agir de determinada maneira. Depois de ouvir, diga de forma tranquila como você se sentiu diante daquele episódio e como te impactou. Essa é uma forma de demonstrar inteligência emocional e fazer o outro refletir sobre seu comportamento. 

Transparência – Se comunicar significa ser claro e objetivo. No momento de passar um feedback para um colaborador, por exemplo, existe uma forte tendência a fazer acusações e apontar erros no comportamento ou trabalho do outro. Dê seu feedback com clareza, objetividade e de forma tranquila, explique como ela pode melhorar para que todos obtenham um melhor resultado para o time. Ser respeitosa e empática vai colaborar para um bom relacionamento e evitar mal-entendidos e conflitos. 

Escolha de palavras – Algumas pessoas podem ver a comunicação não violenta como um impedimento para falarmos como estamos nos sentindo de fato. Mas não se trata disso, pelo contrário. Você não precisa concordar com tudo ou deixar de se manifestar contra uma situação que está sendo apresentada. Não é sobre ser conformista, e sim saber como demonstrar a sua insatisfação sem insultar ou agredir verbalmente o outro. Aprenda a escolher as palavras e saber como usá-las diante de uma situação constrangedora e difícil para que o seu ponto de vista seja ouvido e respeitado. 

Comparações – É muito comum num ambiente de trabalho ver gestores fazendo comparações entre os profissionais. Esse é um erro que precisa ser evitado. Ao comparar um colaborador a outro, muitas vezes os colocamos numa situação de inferioridade. E isso, mesmo sem que tenhamos essa percepção, é um julgamento. Seja empático, entenda as vulnerabilidades de cada um. Também esteja atenta ao comunicar um pedido, evite fazê-lo num tom que soe como uma imposição e ameaça caso não seja atendida. 

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