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Stéphanie Habrich

Stéphanie Habrich é CEO da editora Magia de Ler, apaixonada pelo mundo da educação e do jornalismo infantojuvenil. Fundadora do Joca, o maior jornal para adolescentes e crianças do Brasil e do TINO Econômico, o único periódico sobre economia e finanças voltado ao público jovem, ela aborda na coluna temas conectados ao empreendedorismo, reflexões sobre inteligência emocional, e assuntos que interligam o contato com as notícias desde a infância e a educação, sempre pensando em como podemos ajudar nossos filhos a serem cidadãos com pensamento crítico.
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Mais um problema? Que bom! A importância da inteligência emocional

Viver é enfrentar um problema após o outro. O modo como encaramos é que faz a diferença

Por Stéphanie Habrich Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
2 ago 2023, 08h07

Todos têm problemas. Mas por que uns sofrem mais, outros menos? Ao ler histórias, ao ouvir meus amigos ou sofrendo com os meus perrengues, sempre me fiz essa pergunta. Já vi pessoas enfrentando barras que considero superpesadas, aparentemente bem e equilibradas. Por outro lado, também já vi pessoas sofrendo muito por algo que considero irrelevante. Da mesma forma, ao falar de minhas agruras, já fui aconselhada a relevar e não dar importância.

Minha conclusão depois de ouvir e observar muito é que, quando se trata de enfrentar os problemas, é tudo muito relativo. Não temos como assumir por completo o lugar do outro a ponto de julgar se ele está sofrendo mais ou menos do que deveria. Mas será que não há uma receita que possa ser seguida para amenizarmos as dores ou enfrentarmos com mais serenidade o que nos aflige?

Em busca dessa resposta, conversei com Simone Salgado, autora de quatro livros, entre eles Inteligência Emocional Feminina, que ensina a ter maturidade para encarar os desafios constantes. Além de todo estudo sobre o tema, ela enfrentou problemas que eu considero gigantescos. Depois de um sucesso meteórico como empreendedora nos Estados Unidos, com pouco mais de 20 anos, ela faliu. A derrocada nos negócios a fez cair numa depressão profunda que culminou em síndrome do pânico. Sem dinheiro e sem condições emocionais de cuidar dos três filhos, decidiu deixá-los com os pais no Brasil até que conseguisse se reerguer.

O desejo de voltar a ter os filhos por perto foi seu maior estímulo para dar a volta por cima. E o caminho que ela encontrou foi a Inteligência Emocional, que a ajudou a se autoconhecer, saber o seu valor e se importar menos com a opinião dos outros. Simone conseguiu se reerguer e hoje é uma empreendedora serial. Tem diversas empresas nos Estados Unidos e dá cursos de formação em Inteligência Emocional. “Eu tinha pressa em pagar minhas dívidas e reconquistar meu espaço, porque queria ter meus filhos ao meu lado de novo. Se parasse para me lamentar, não conseguiria buscar a solução”, afirma.

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Segundo Simone, a Inteligência Emocional a ajudou a ter autoconhecimento e a assumir a responsabilidade sobre seus problemas. “Ainda que tenha havido alguém que me roubou, um funcionário ruim ou um cliente que tirou vantagem, a responsabilidade pela minha falência foi toda minha, eu permiti que os outros fizessem isso comigo, porque estava distraída com a fama e minha vida social”.

Dê aos problemas o tamanho que eles têm

Além de nos responsabilizarmos pelos problemas, precisamos dimensioná-los de acordo com a realidade. A maioria das pessoas tende a aumentar seus desafios por não olhar de forma consciente para eles. Outros se preocupam demais com o que os outros vão pensar, o que também é um erro. “Ao parar e analisar, entendi que o meu problema era a minha dívida milionária e não o distanciamento das pessoas que antes me elogiavam e se diziam minhas amigas”, diz Simone.

Com mais inteligência emocional, nos tornamos menos vítimas das situações. Entendemos que tanto o problema quanto a solução são nossa responsabilidade. “Assumir que o problema é seu é o primeiro passo para encontrar uma solução. Ficar culpando o outro só vai aumentar o sofrimento e adiar a solução”, explica Simone. Da mesma forma, a inteligência emocional nos poupa de assumirmos os problemas que são dos outros.

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É legítimo tentarmos nos colocar no lugar do outro e ajudar da melhor forma com a solução, mas a ação e a atitude precisam vir do outro. No caso das mulheres, isso acontece especialmente em relação à maternidade. As mães normalmente se consideram responsáveis por resolver o problema dos filhos. Se eles terminam o namoro, repetem de ano ou brigam com o amigo, queremos buscar atalhos e encontrar caminhos para acabar com a dor. Infelizmente isso não é possível. Cada um vai ter que cumprir a própria caminhada. Claro que os pais podem estar ao lado para apoiar e orientar, mas a solução precisa partir deles. Eles também precisam se responsabilizar pelos próprios problemas.

Problema é sempre ruim?

Além de resolver os problemas, precisamos saber conviver com eles. Será que toda adversidade é mesmo algo negativo? Será que, se olharmos por outro ângulo, o obstáculo não se torna uma alavanca, apontando um novo caminho para fazermos diferente? “Meus erros me mostraram que eu estava dando valor ao que não era realmente importante para mim. Aprendi muito com eles”, conta Simone.

Comecei a entender melhor esse aprendizado a partir dos erros quando me tornei empreendedora. No dia a dia da empresa, são muitos os contratempos. Nem todo plano (eu diria que a maioria deles) sai como previsto no papel. Mas a folha de pagamento tem que fechar, o produto tem que ser entregue e não há tempo para se lamentar. Nessa hora, em vez de buscar culpados, a gente procura a solução, que muitas vezes apresenta um caminho inovador capaz de melhorar o negócio.Olhando dessa forma, ter um problema passa a ser um presente. Será que ainda vamos agradecer por ele?

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*Com reportagem de Silvia Balieiro.

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