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Denise Steiner Por DERMATOLOGIA A médica Denise Steiner é dermatologista, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia e doutora pela Unicamp

Por que você tem melasma?

Manchas escurecidas na pele que aumentam com o sol prejudicam a autoestima

Por Denise Steiner Atualizado em 9 mar 2022, 18h43 - Publicado em 10 mar 2022, 08h35

Aquela mancha marrom escura que parece uma máscara cobrindo o rosto, e que piora sempre que você toma sol, se chama melasma. O melasma costuma afetar a autoestima e o convívio social de mulheres jovens morenas e talvez saudáveis. Digo talvez porque o melasma pode ser um marcador de estresse e doenças como síndrome metabólica, diabete, câncer, entre outros.

Assim, ele não é uma simples mudança de cor da pele com excesso de melanina. O melasma representa a resposta que o seu organismo está enviando para que você saiba que alguma coisa não vai bem e tome uma providência, ou não!

Dessa forma nós, médicos, que não somos deuses, muitas vezes não conseguimos melhorar as manchas, pois os problemas internos e também as influências do meio ambiente estão desequilibradas ao extremo. Portanto, a melhora do melasma está relacionada, além de muitas coisas, com a boa relação entre médico e paciente, embasada em empatia, confiança, propósito e verdade.

Hoje, sabemos que a pele manchada, quando comparada com a pele sem manchas, tem alterações celulares, vasculares, das fibras de colágeno e também dos marcadores inflamatórios. A pele com melasma é uma pele envelhecida e inflamada, funcionando de forma estressada, com desequilíbrio principalmente da produção de melanina. Portanto, a parte mais fácil do tratamento é retirar o excesso de melanina da superfície cutânea.

O mais difícil é reverter o desequilíbrio metabólico, a inflamação e o envelhecimento daquela área da pele. E, mais difícil ainda, é conseguir manter o equilíbrio para sempre, sem sofrimento excessivo. Portanto, o tratamento do melasma inicia com a reavaliação do estilo de vida e da condição atual de saúde.

São necessários exames de sangue para avaliação do grau de estresse e inflamação. Além disso, o tipo e frequência de alimentação precisam ser reavaliados. A pessoa com melasma tem algum grau de inflamação e por esse motivo deve evitar alimentos inflamatórios, que são, em especial, leite e derivados e alimentos de alto índice glicêmico como pão, bolachas, doces, chocolates ao leite, etc. Deve-se priorizar alimentos nutritivos e anti-inflamatórios como peixes, ovos, verduras e saladas verdes e frutas vermelhas.

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O sono deve ser de boa qualidade, com nunca menos de 6 horas de sono contínuo. É importante acordar descansado. O exercício físico combinando musculação e aeróbico tem um papel crucial na modulação hormonal e diminuição do estresse, baixando os níveis de cortisol.

Paralelamente, o uso de filtro solar com cor, uso de bons clareadores tópicos que também melhorem a qualidade da pele, ajudam no tratamento e controle do melasma.

Por fim, sessões de laser específico para o melasma que tem baixa energia e pulso muito rápido vão ajudar a eliminar o excesso de melanina que estava cronicamente acumulada. O tipo de laser, o número de sessões, a técnica de aplicação, os cuidados pré e pós laser são critérios para obter resultados positivos.

Não se iluda! A melhora do melasma está relacionada à saúde e felicidade global de cada pessoa.

Cuide-se. 

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