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Denise Steiner Por DERMATOLOGIA A médica Denise Steiner é dermatologista, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia e doutora pela Unicamp

ETIP: conheça este efeito colateral do preenchimento com ácido hialurônico

Denise Steiner explica o que é o edema tardio intermitente e persistente, um efeito colateral que tem sido mais frequente após preenchimento facial

Por Denise Steiner 2 dez 2021, 12h37

Nos últimos anos, os procedimentos que envolvem o preenchimento facial com ácido hialurônico se tornaram muito frequentes. As indicações para fazer o procedimento vão desde harmonização facial, volumização, preenchimento de sulcos, rugas, olheiras, lábios entre outros.

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O ácido hialurônico é um preenchedor seguro, eficaz e biocompatível com a nossa pele. É uma substância que faz parte da matriz cutânea e, por esse motivo, é familiar à nossa pele. É raro que o procedimento não dê certo. A prevalência de complicação com a aplicação de ácido hialurônico é muito baixa, cerca de 0,02 a 0,05%.

Essas complicações, quando ocorrem, estão associadas à formação de nódulos inflamatórios, que podem ser alérgicos ou causados por conta  da formação de biofilmes – que são caracterizados pelo crescimento anormal de determinados micro-organismos.

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Casos de edema tardio intermitente após preenchimento facial cresceram

Nos últimos anos tem sido mais frequente o aparecimento do edema tardio intermitente e persistente após a aplicação do ácido hialurônico. Essa complicação consiste no aparecimento de edema/inchaço, cerca de quatro a seis meses após a aplicação do preenchedor.

Esse inchaço, além de tardio é intermitente, desaparece e volta novamente sem explicação muito clara. Também esse edema/inchaço não é inflamatório ou doloroso, ocorre mais pela manhã. Ocorre ainda com mais frequência nas olheiras e lábios.

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A frequência dessa complicação chega entre 2% a 4,5% nos grupos estudados. O motivo desse tipo de efeito colateral não está esclarecido, mas pode estar relacionado a gatilhos como: infecções virais, tratamentos dentários, vacinação, traumas locais entre outros.

Também parece estar associado ao uso de determinados tipos de ácido hialurônico que tenham partículas menores em grande quantidade, além de mais substância reticuladora. O ácido hialurônico externo que vai ser aplicado na pele precisa ter algumas modificações na sua molécula, para que possa ter maior duração. Para esse efeito é usada uma substância reticuladora chamada BDDE – 1,4-butanediol diglycidyl ether (éter de butanediol diglicerídio) que é estranha ao nosso organismo.

O edema tardio intermitente e persistente pode ser visualizado com o exame de ultrassom, sendo caracterizado por imagem de paniculite sem formação de nódulo.

A reação do corpo está relacionada à resposta imunológica inflamatória do organismo. Hoje as causas mais relacionadas estão enumeradas e sendo estudadas, mas a exatidão das mesmas ainda não é conhecida. Essa complicação não é grave, é autolimitada, embora persistente por certos períodos.

O mais importante é realizar o procedimento com o médico especialista, que saberá identificar o que está acontecendo e também qual a melhor maneira de realizar o tratamento. Ele deve ser feito pelo médico, após o diagnóstico correto, sendo utilizados antibióticos específicos e também corticoides quando necessário.

Faça procedimentos de modo consciente.

 

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