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Idealizadora do @namastreta, a jornalista Caroline Apple trilha o caminho da autorresponsabilidade nos relacionamentos
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Ano novo: para que 2024 seja diferente, é preciso matar certas coisas

Precisamos nos afastar física e emocionalmente de algumas pessoas para que outras possam chegar

Por Carol Apple
9 dez 2023, 07h00

O clima de final de ano vem carregado da energia da renovação. É impressionante a nossa capacidade de nos sentirmos motivadas a viver melhor a partir de determinados marcos, como é o caso na fatídica virada de ano. Acontece que não há novo sem abandono do velho. Não há renascimento sem morte. Meu ano foi carregado de mortes simbólicas. A vida me deu a oportunidade de enterrar histórias de relacionamentos que nunca havia conseguido fechar de verdade. Foi realmente como ver fantasmas me assombrando.

Nesse processo, a vida não me poupou nem mesmo de encontros inesperados com ex-companheiros que eu não via há anos. Encarei, frente a frente, pessoas que, enquanto me relacionei, me fizeram transitar entre o céu e o inferno.

Talvez eles nem saibam da devastação que cada fim promoveu na minha vida. Talvez nem precisem saber, ainda que tenham parte da responsabilidade sobre desfechos medonhos que me causaram tanto sofrimento.

Enquanto eu ainda lambia minhas feridas e buscava cura, alguns já estavam engatados em novas relações, esbanjando amor nas redes sociais. Percebi também que, para finalizar essas histórias, não precisava apelar para uma positividade tóxica.

O caminho do amor (próprio)

Eu poderia e deveria ser firme, mesmo escolhendo o caminho do amor e do perdão. Alguns desses ex-namorados passaram na peneira, porque avaliei nossas jornadas juntos e percebi que ali havia também espaço para uma amizade.

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A esses, abri um sorriso, abracei e seguimos bem. Outros, simplesmente tirei da minha vida em um ato de amor próprio e valorização, não somente de mim, mas também daqueles que me valorizaram e me acolheram.

Precisamos nos afastar física e emocionalmente de algumas pessoas para que outras possam chegar. É o mínimo para que os ventos da boa nova possam nos atravessar

Considerei injusto sorrir e abraçar, da mesma maneira, pessoas que me trataram de formas tão diferentes. Para aqueles que me deixaram à deriva em meio a um oceano revolto de sentimentos, restou somente a pá de cal.

Foi assim que encontrei uma maneira de dar a cada um o status que sinto que merecem na minha vida. Eu tenho esse direito.

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Desse processo, em que me senti em um vale de lágrimas, mergulhada em profundezas abissais, frias e sombrias, renasci. Ficou claro que não tem outro caminho para a renovação, enquanto insistirmos em seguir com pessoas e situações moribundas.

Precisamos encerrar verdadeiramente os ciclos abertos e nos afastar física e emocionalmente de algumas pessoas para que outras possam chegar.

É o mínimo para que os ventos da boa nova possam nos atravessar, e vou aproveitar com força essa egrégora de renovação do final do ano para aparar mais algumas arestas e me entregar para o novo começar. Vamos juntas?

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