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Carol Sandler Por FINANÇAS FEMININAS Carol Sandler é jornalista, fundadora do Finanças Femininas e autora do "Detox das Compras"

O truque certeiro para saber se uma compra vale a pena mesmo

Uma das dicas é descobrir quanto você ganha por hora de trabalho para saber quantas horas dentro da empresa aquela compra envolve

Por CAROL SANDLER 18 jul 2018, 17h21

Outro dia, uma leitora veio fazer uma confissão chocante:

 Preciso comprar algo todo dia. Saio do trabalho e no caminho para casa, sempre passo em frente a um monte de lojas de fast fashion. Posso estar cansada, frustrada ou animada, mas o resultado é sempre o mesmo: preciso me dar um presente a cada dia.

 Segundo ela, sempre havia uma desculpa:

– Eu mereço!

– É para isso que eu trabalho.

– Vale a pena, olha só a promoção.

– É só mais hoje, e depois eu dou um jeito.

 E assim a vida dela ia. A cada dia um pouco mais dependente do salário, que nunca dava conta de tudo, a cada dia um pouco mais afundada no cheque especial e no cartão de crédito. Ela sabia que precisava parar, mas não sabia como. Afinal, são tantas ofertas e novidades que é difícil segurar a tentação.

Quem nunca descontou a raiva ou a frustração nas compras? Não é à toa que existe a tal da “terapia de compras”!

Para ajudar nestes casos, eu sempre trago uma fórmula que nos ajuda a refletir se a compra vale mesmo a pena. Quer saber como funciona?

Você primeiro precisa descobrir quanto ganha por hora de trabalho. Para isso, pegue o seu salário e divida-o por 160 (o número de horas em média que o brasileiro trabalha). Digamos que você ganhe R$ 2.400 por mês – neste caso, você ganha R$ 15 por hora.

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Com este número em mente, você consegue ver exatamente quantas horas precisa trabalhar para poder bancar qualquer compra. Um sapato de R$ 150 custa, na verdade, 10 horas de trabalho. Uma bolsa de R$ 300, 20 horas de trabalho. Um celular novo de R$ 1.500, 100 horas de trabalho. E por aí vai.

Ao saber quantas horas de trabalho são necessárias para comprar o que você deseja, fica mais fácil de avaliar se aquele item vale mesmo a pena. Você consegue visualizar quanto esforço é necessário para a compra. Em vez de pensar em termos de recompensa, você pensa em esforço – e com isso, se torna mais crítica para o seu desperdício. Quem já comprou uma peça de roupa que nunca usou e ainda está pendurada no armário com a etiqueta sabe bem do que estou falando.

Agora é hora de dar o próximo passo. Além de saber exatamente quanto vale cada hora de trabalho sua, você precisa estabelecer um orçamento para os seus gastos supérfluos – que nada mais é do que o teto de quanto você pode gastar por mês com compras, lazer e afins. Desse jeito, fica mais fácil de entender qual é o impacto de cada compra no seu salário.

O certo é gastar até 30% do seu salário mensal com supérfluos. Mantendo o exemplo do salário de R$ 2.400, o orçamento de supérfluos é de R$ 720. Agora pense novamente naquela bolsa de R$ 300 – pode até parecer um bom negócio, mas quando você percebe que ela consome quase metade de todo o seu limite de gastos com compras no mês, a situação muda de figura.

Por isso, faça estas contas:

  • Divida o seu salário por 160 para saber quanto você ganha por hora. Depois, basta dividir o preço da compra pelo valor do seu salário/hora, para saber quantas horas de trabalho aquela compra envolve.
  • Calcule o seu orçamento de supérfluos, que deve ser de 30% do seu salário (se você é ruim de matemática, não tem problema: basta pegar o valor do salário e multiplicar na calculadora do seu celular por 0,3). Depois, compare cada gasto com supérfluos com este limite.

Com a calculadora do seu celular em mãos, você vai conseguir ver exatamente se aquela compra vale a pena mesmo!

 Para ler mais sobre como gastar bem o seu dinheiro, acesse o Finanças Femininas.

Veja também: Autônoma: Veja como organizar as contas e guardar dinheiro

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