Preciso de dinheiro para montar um negócio?

Dependendo do seu negócio, você pode sim montar a sua empresa do zero sem precisar de capital de fora. Saiba como!

Em um momento em que o desemprego continua altíssimo e a renda dos brasileiros caiu, o sonho de empreender pode virar uma alternativa. Afinal, o que fazer quando o dinheiro está acabando e você não consegue se recolocar?

Com pouco dinheiro disponível, bate a dúvida: de onde virá o valor para você montar o negócio dos seus sonhos?

Por isso, é necessário um planejamento detalhado de quanto você vai precisar, quanto vai cobrar e quanto imagina que vai ganhar nos primeiros meses. Com esses dados, você consegue se organizar para saber quanto dinheiro de fato precisa.

É preciso pensar em dois pontos diferentes: quanto você vai precisar para se manter nos primeiros meses e quanto o negócio vai precisar para poder sobreviver e crescer. Com esses números em mãos, você pode avaliar as seguintes opções para poder lançar a sua empresa:

Bootstrapping

Dependendo do seu negócio, você pode sim montar a sua empresa do zero sem precisar de capital de fora. No entanto, isso só funciona se você não precisa de recursos ou matéria-prima para começar.

Quer um exemplo? Esta é uma opção que funciona para profissionais liberais e desenvolvedores de tecnologia. Agências de comunicação, fotógrafos, designers ou programadores podem lançar seus negócios com pouco ou nenhum dinheiro em mãos.

Eles aplicam os seus conhecimentos e técnicas e saem para vender o produto ou serviço. O primeiro capital no negócio é aquele pago pelos clientes.

No entanto, um alerta: este tipo de opção costuma demorar mais para poder gerar lucro e crescer.

Uma grande vantagem de usar o próprio capital para o investimento é que você não precisa dividir o lucro com ninguém. Por outro lado, é preciso ter muita segurança na hora de abrir a empresa, caso contrário você corre o risco de perder todo o dinheiro que acumulou. O ideal é que você mantenha algum dinheiro reservado em outras aplicações, para o caso de emergências.

Amigos e família

A maior parte dos pequenos e médios negócios que você conhece surge com o apoio da família e das pessoas mais próximas a você. São elas que conhecem o seu trabalho, acreditam no seu potencial e resolvem apostar no seu crescimento.

Este dinheiro passa a contar como um empréstimo. Como o que está combinado não sai caro, você deve deixar acertado com os seus investidores as condições para devolver os recursos, geralmente mais favoráveis do que teria se estivesse pegando dinheiro emprestado no banco. Por outro lado, você estabelece uma margem de retorno para o parente que está financiando o negócio que seja melhor do que as aplicações mais conservadoras, como a poupança.

Empréstimo a PJ

Caso nenhuma das duas alternativas acima te ajudem, você pode recorrer a uma linha de crédito ao empreendedor. É importante que você estude os juros e o custo efetivo total (CET) que cada banco irá cobrar para fornecer uma linha de crédito. Dependendo do tamanho dos encargos, você pode acabar adquirindo uma enorme dívida antes mesmo de sua empresa prosperar.

A situação é ainda mais delicada para quem está começando do zero. Para dar garantias de que você irá honrar o compromisso financeiro, o banco pode pedir como garantia alguns bens pessoais, ou seja, se você não conseguir o retorno esperado para quitar a dívida, pode acabar perdendo seus bens.

A vantagem aqui é que você não tem sócios e não precisa dividir a participação da empresa – apenas um credor.

Crowdfunding

Esta opção virou tendência no Brasil e no mundo. Em sites de divulgação do projeto, como o Catarse, a pessoa tem que saber “vender o peixe”. Por meio de vídeos e de textos, a empreendedora incentiva os visitantes do site a darem colaborações, que podem ser materiais ou financeiras. Essas colaborações são dadas como uma forma de pré-venda: se você conseguir levantar o dinheiro que precisa, já tem clientes garantidos.

Incubadoras

Se a sua empresa tem um modelo de negócio conhecido e tradicional, você pode buscar uma incubadora. Esta nada mais é do que uma empresa que busca apoiar pequenas empresas com algum tipo de foco governamental ou regional, além daquelas que estão desenvolvendo pesquisas no meio acadêmico. Em alguns casos, a pessoa pode conseguir recursos financeiros, mas se isso não for possível, a incubadora oferece infraestrutura para o desenvolvimento do projeto.

Aceleradoras

Se a sua empresa pode ser escalável e o negócio tem o potencial de crescer muito, você deve ir atrás de uma aceleradora. Muitas vezes, basta uma boa ideia (estruturada em um bom plano de negócios) para você receber o apoio de uma aceleradora.

Para ler mais sobre empreendedorismo, acesse o Finanças Femininas!

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