Os destaques da CASACOR Bahia

A mostra chega à 24ª edição embalada pelo design afetivo e com significado

A maior mostra por número de visitantes fora do eixo Rio-São Paulo. Assim é a CASACOR Bahia, tradicionalíssima. Com 24 anos de história, tornou-se grande referência nacional na arquitetura.

Neste ano, o evento acontece em nova sede, no bairro Horto Florestal, em Salvador. Até o dia 8 de dezembro, 36 ambientes estarão espalhados por um terreno de quase 12 mil metros quadrados.

A convite de CLAUDIA, a arquiteta Jéssica Araújo abre as portas de Bangalô Cravo e Canela, seu espaço cheio de aconchego que, como entrega o nome, homenageia o romance do autor baiano Jorge Amado (1912-2001). Já o estilo de vida dos moradores do estado, tão exaltado pelo país, é revelado pelo escritório Manarelli Guimarães Arquitetura.

Deleite profundo

Os destaques da CASACOR Bahia

 (Gabriela Daltro/CLAUDIA)

Gabriela é uma figura mítica da literatura nacional. A personagem de Jorge Amado, que foi parar também no cinema e na TV, agora inspira o Bangalô Cravo e Canela, de Jéssica Araújo. Nos 38 metros quadrados, predominam dois materiais: o inusitado cimento queimado com tonalidade rosa, referência ao feminino e à Mãe Terra, e o carpaccio de pedra, lâmina desse material, flexível e leve, que, além de prática, oferece resistência e durabilidade.

Dá para perceber a diferença da textura na parede do lado direito (na foto), com mais alteração de cor. A arquiteta optou pelo maior número de janelas possível, aumentando a entrada de luz e a circulação de ar – detalhes essenciais para garantir o clima de relaxamento e dar ao visitante a experiência máxima em contato com a decoração.

Garimpo de ideias

Os destaques da CASACOR Bahia

 (Gabriela Daltro/CLAUDIA)

O que é viver na Bahia para você? Para Thiago Manarelli e Ana Paula Guimarães, do escritório Manarelli Guimarães, é estar onde o tradicional encontra o moderno. Foi trabalhando nessa ideia que eles misturaram peças de garimpo e de demolição com mobiliário de design atual.

Assim, elementos em madeira se encontram com o concreto aparente da Casa Vert, criando um ambiente leve e sem ostentação. No espaço de 70 metros quadrados, destaque para a peça queridinha dos arquitetos: a cadeira feita de pedaços de madeira retirados de barcos em desuso, linhas de pesca e restos de couro.

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