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Trabalhar muito e nunca dar conta: você pode estar sofrendo de burnout financeiro

Entenda o esgotamento mental causado pela pressão constante com o dinheiro

Por Paola Carvalho 14 Maio 2026, 09h00
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Entre conversas sinceras e cobranças invisíveis, o burnout financeiro revela como a pressão constante com dinheiro tem afetado emocionalmente as mulheres (Reprodução/Freepik)
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Minha mãe faz crochê. E adora me presentear com as suas produções. Tenho um sousplat amarelo, outro vermelho. Porta-copos coloridos.

Costumo apostar, entre o básico e o clássico, no preto, branco, cinza ou bege. Mas, naquela noite, escolhi cores vivas.

Três amigas — dessas que a vida aproxima pelo estudo — chegariam para trocarmos ideias sobre carreira, aprendizados e futuros. Não costuma ser um papo sério. Pelo contrário, divertido. Assim como a composição da mesa, acompanhada de uma taça de vinho meio cheia.

A ode à fofoca

A gente não conta apenas histórias nossas, fazemos uma ode à fofoca, esse wi-fi invisível que conecta a sociedade.

A vida financeira dos outros nos interessa, confesso.

Não estou assistindo a nenhum reality show, mas falar da vida de quem conhecemos de perto é irresistível.

Como a da “mãe trackfield”, que leva o filho na escola e posta a malhação que se arrasta por toda a manhã; a da família legendária, que para o carro na calçada; os pais de pet, que andam com os bichinhos em carrinho de bebê.

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Demos risada, e uma amiga rebateu: “Mas sem julgamento?”.

Concordamos, claro.

Quando o assunto pesa

Mesa posta, conversa relaxante: enfim, chegamos. É um assunto novo, intimista, delicado e necessário: “burnout” financeiro.

Não adianta a desculpa “sou de humanas”, é hora de encarar os fatos.

Juntas, após outra taça, agora totalmente cheia, concluímos que é aquele estado de esgotamento emocional, mental e físico causado pela pressão constante com dinheiro, seja por falta, instabilidade, excesso de responsabilidade ou até pela obsessão em ganhar mais.

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O esgotamento silencioso

A discussão, dessa vez mais profunda, bateu em nós quatro — de formas diferentes em cada uma, mas não menos preocupantes.

Aquela sensação de nunca dar conta financeiramente, mesmo trabalhando muito; ansiedade ao abrir o app do banco; culpa ao gastar até com coisas básicas; pensamentos recorrentes tipo: “preciso ganhar mais” ou “não posso parar”; dificuldade de descansar porque a cabeça está sempre no dinheiro; exaustão ligada ao trabalho, mas com raiz financeira.

Burnout financeiro quando o dinheiro esgota mais do que o trabalho
@paolajardimcarvalho é jornalista especializada em economia e finanças pessoais (Renato Nascimento/CLAUDIA)
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O peso constante do dinheiro

“É aquela sensação de nunca dar conta financeiramente, mesmo trabalhando muito; da ansiedade ao abrir o app do banco; da culpa ao gastar até com coisas básicas.”

No cansaço “normal”, você fica uma semana offline, ou tira férias remuneradas de 30 dias, e melhora.

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No “burnout” financeiro, você até descansa um pouco, mas o dinheiro continua sendo fonte constante de tensão a ponto de drenar a energia.

Muito além da matemática

Costumo pregar um mantra: falar de finanças não é sobre matemática e, sim, sobre estrutura e gênero.

Já era hora de suspender as taças de vinho, mas seguimos falando sobre camadas e camadas por trás do diagnóstico da exaustão financeira: salários menores; jornadas duplas ou triplas, responsabilidade invisível pela casa, pelos filhos, pelos pais idosos; medo de depender financeiramente.

É falha coletiva.

Pequenos respiros possíveis

Se não tem diagnóstico claro, muito menos licença médica, como tentar ser mais racional e menos emocionalmente exaustiva quando o assunto é dinheiro?

Bom, sigo na terapia tentando descobrir, cada uma tem o seu processo para encarar.

Enquanto isso, adiciono cor e amigas na vida, crio espaços de respiro e, de vez em quando, me permito acordar com ressaca.

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