CLIQUE E RECEBA EM CASA A PARTIR DE R$ 14,90/MÊS

Como o saneamento colabora para a diminuição da desigualdade de gênero

A CEO Teresa Vernaglia, da BRK Ambiental, explica que as maiores vítimas da falta de saneamento são as mulheres

Por Da Redação Atualizado em 18 fev 2020, 10h37 - Publicado em 20 mar 2019, 12h35

Teresa Vernaglia, CEO da BRK Ambiental, maior empresa privada de saneamento básico do Brasil, foi uma das palestrantes do Fórum CLAUDIA 2019, que aconteceu nesta quarta-feira, 20 de março, no Teatro WTC, em São Paulo.

Na ocasião, a profissional realizou um speech intitulado ‘Lugar de escuta, poder de ação: como entendi o papel do saneamento na desigualdade de gênero‘.

A CEO abordou o fato de que uma em cada quatro brasileiras não tem tratamento de água e esgoto em suas casas. O acesso à água tratada e esgoto tiraria imediatamente da pobreza 635 mil mulheres. Ela aproveitou o tema para mostrar por meio de seu painel como isso afeta o dia a dia de tantas mulheres, incluindo na vida profissional.

“Um Brasil de contraste” foi a expressão que ela usou para explicar como o saneamento básico faz falta na vida de muitas brasileiras. Um país com grande potencial hídrico, mais de 100 milhões de pessoas não tem acesso ao tratamento de esgoto, mas as maiores vítimas desse problema são as mulheres.

Para embasar esse argumento e mostrar como a escassez de saneamento é, também, uma questão de desigualdade de gênero, alguns dados foram expostos pela CEO: uma em cada sete mulheres brasileiras não recebe água em suas residências; uma em cada quatro não dispõe de sistema adequado de coleta de esgoto; mais de um milhão de mulheres não tem banheiro em suas casas.

Continua após a publicidade

Além disso, ela expõe que o índice de afastamento por diarreia ou vômito em meninas de até 14 anos é de 132,5 casos por mil, 76% maior que a média. Mulheres sem água potável recebem 35% menos do que os homens.

E qual a consequência dessa desigualdade? Mulheres que não têm acesso ao saneamento básico adequado apresentam problemas de saúde, educação e renda. “Se uma mulher que passou a maior parte do tempo no SUS, cuidando de seus filhos doentes, como ela vai ter tempo para trabalhar ou para estudar?”, argumenta Teresa. “As mulheres mais afetadas por isso são as mulheres negras, indígenas, pobres e jovens”.

Para finalizar sua apresentação, Teresa expôs dados positivos sobre a transformação que a BRK Ambiental fez na vida das pessoas. Para exemplificar, um vídeo sobre ação realizada em uma escola pública de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, em que vidas de alunos foram transformadas pelo tratamento e saneamento básico realizado pela empresa. Em 2011, na cidade, existiam 2 mil casos de internação por diarreia. Em 2018, o número passou para 102 casos.

Na segunda edição do evento que mudou a história das discussões femininas, CLAUDIA reuniu algumas das mulheres mais poderosas da atualidade. Foram quase 30 mulheres presidentes de empresas e grandes líderes juntas num mesmo palco.

Confira as fotos do Fórum CLAUDIA 2019

Continua após a publicidade

Publicidade