Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Oferta Relâmpago: Claudia por apenas 9,90

Por que este app virou o favorito de quem quer relacionamento real

Recém-chegado ao Brasil, o Hinge foca em relacionamentos intencionais. A CEO releva as estratégias do app para fazer do mundo um lugar menos solitário

Por Helena Galante
10 fev 2026, 17h40 • Atualizado em 10 fev 2026, 18h16
Mulher loira de óculos sorrindo sentada em banco e olhando para o lado
Jackie Jantos é CEO do Hinge, app de namoro que acaba de chegar ao Brasil (Imagem cedida/Divulgação)
Continua após publicidade
  • Entrar no aplicativo de relacionamentos Hinge é um pouco mais trabalhoso do que nos seus similares. Além das fotos, é preciso responder um questionário mais extenso, que busca entender quão “intencional” é a sua busca. Se você quer de verdade um relacionamento, a promessa aqui é encontrar alguém com a mesma vontade — e finalmente deletar o app. “Queremos construir uma comunidade de pessoas que estão lá pela mesma razão”, afirma a CEO Jackie Jantos.

    Na conversa, ela explica por que o Brasil é estratégico para a marca e como a plataforma está sendo adaptada às nossas questões culturais e às preocupações com segurança. Diante da epidemia da solidão que afeta todas as gerações, Jackie também reforça a importância de criar espaços reais de encontro e de desenvolver o que nenhuma IA é capaz de entregar: conexões humanas.

    CLAUDIA: Hinge é o aplicativo de relacionamento “feito para ser deletado”. O que essa missão significa no contexto do Brasil? Há alguma diferença?

    Jackie Jantos: O Hinge é um aplicativo feito para ser deletado. Se o produto cumpre sua promessa, o usuário o deleta ao encontrar um parceiro; eu mesma conheci meu marido em um app. Por isso, nosso onboarding é longo e exige o preenchimento de perguntas quebra-gelo. Embora 20% dos usuários desistam nessa etapa, isso garante uma comunidade focada em relacionamentos intencionais. Nossa missão é combater a solidão, algo desafiador para os jovens hoje.

    Entrei na empresa há quatro anos e meio e foquei em duas estratégias: expandir para a Europa e focar na Geração Z. Recentemente, chegamos ao Brasil após um ano de preparação voltada à segurança e adaptação cultural. O mercado brasileiro é promissor, com potencial de 4 milhões de usuários e um crescimento mais rápido do que vimos em outros países.

    Nossa abordagem de marketing aqui é única: como o Brasil é o maior mercado de criadores do mundo, trabalhamos com cerca de 50 influenciadores reais e solteiros, em vez de focar em canais oficiais ou celebridades. Queremos mostrar a realidade dos relacionamentos, com seus altos e baixos, oferecendo uma narrativa mais humana e autêntica sobre o que significa buscar uma conexão real.

    Mulher de cabelo solto loiro-escuro e óculos preto sorrindo
    CEO revela detalhes de novo app de namoro criado “para ser deletado” (Imagem cedida/Divulgação)
    Continua após a publicidade

    CLAUDIA:E quanto ao timing, por que decidiram vir para o Brasil neste momento?

    Jackie Jantos: Entrei no Hinge há quatro anos e meio, quando operávamos apenas em países de língua inglesa (EUA, Reino Unido, Austrália e Canadá). Pouco depois, implementei duas mudanças estratégicas: focar na Geração Z , que redefine de forma incrível as noções de identidade e fluidez, e expandir para a Europa, onde havia uma demanda reprimida pelo nosso produto.

    Sempre monitoramos a América Latina, especialmente o México e o Brasil. No último ano, preparamos o lançamento brasileiro com cautela, focando em confiança e segurança. Para isso, contamos com uma liderança local dedicada a adaptar o produto às nuances culturais do país.

    Lançamos em novembro em modo de observação para aprender com a comunidade. Agora, com a certeza de que o produto ressoa com o público local, estamos intensificando a comunicação da nossa marca e missão no Brasil.

    CLAUDIA: Você pode compartilhar alguns números do app?

    Continua após a publicidade

    Jackie Jantos: O Hinge tem 15 milhões de usuários globais ativos mensais. Acreditamos que o mercado no Brasil provavelmente tem cerca de 4 milhões de usuários, quando olhamos para a Geração Z e para dados que sinalizam que eles estão procurando um relacionamento intencional. O crescimento aqui tem sido muito mais rápido do que o que vimos em outros mercados quando lançamos.

    Mulher de cabelo solto loiro-escuro e óculos preto sorrindo delicadamente sem mostrar os dentes
    À frente de aplicativo de namoro, Jackie Jantos revela preocupação com a geração Z (Imagem cedida/Divulgação)

    CLAUDIA: Antes de ser CEO, você estava focada em marketing. Houve alguma diferença na campanha aqui?

    Jackie Jantos: Esta é uma categoria onde o produto precisa entregar o sucesso; tudo deriva disso. Nossa abordagem ao entrar em um mercado é lançar o produto para ver e aprender, ativando o marketing apenas quando sentimos que está funcionando.

    O Brasil é um mercado emocionante e único, sendo o maior polo de criadores do mundo. Como nosso público está nos canais sociais, focamos em uma estratégia de criadores em vez de usar os canais próprios do Hinge, o que gera mais credibilidade.

    Continua após a publicidade

    Nesta primeira fase, temos cerca de 50 criadores em São Paulo e no Rio que compartilham nossos valores, entendem o produto e são solteiros. Eles estão realmente usando o aplicativo, compartilhando seus perfis e vulnerabilidades.

    Queremos celebrar sucessos e histórias de forma diferente das narrativas de celebridades, que prestam um desserviço aos jovens ao mostrar apenas o lado perfeito. Relacionamentos reais são difíceis e têm conflitos.

    As histórias que contamos sobre quem se conheceu no Hinge têm altos e baixos, pois buscamos humanidade e um modelo mais rico do que o namoro pode ser.

    CLAUDIA: E eventos offline, estão programados para acontecer?

    Jackie Jantos: Temos uma frente de impacto social com parcerias e financiamento para organizações que buscam enfrentar a epidemia da solidão, um problema de saúde presente em todos os nossos mercados. Fornecemos subsídios para grupos de hobbies e interesses compartilhados, especialmente porque vemos uma redução dos espaços públicos, os chamados “terceiros espaços”, como centros comunitários, onde jovens costumavam se encontrar presencialmente.

    Continua após a publicidade

    Esses grupos estão sendo reconstruídos por jovens inovadores, e nosso programa Uma Hora a Mais incentiva as pessoas a passarem mais tempo juntas, presencialmente. Sabemos que o custo de se encontrar, seja para relacionamentos românticos ou amizades, é alto para a Geração Z, e queremos ajudar a facilitar essas conexões.

    CLAUDIA: Como é a diferença entre a versão gratuita e a paga? Há uma expectativa de que a maioria das pessoas opte pela assinatura?

    Jackie Jantos: A maioria do nosso público usa o produto gratuito, e temos a filosofia de que ele é sagrado. Queremos que as pessoas tenham uma ótima experiência sem pagar, porque precisamos de uma comunidade ampla de pessoas interessadas em relacionamentos intencionais — essa escala é o que faz o aplicativo funcionar.

    Temos dois níveis de assinatura paga, voltados para quem deseja um ajuste mais fino na experiência, além de funções avulsas, como impulsionar o perfil ou comprar mais curtidas. Ainda assim, a grande maioria dos usuários permanece no gratuito, e nosso foco é garantir que ele seja excelente.

    CLAUDIA: Há mais mulheres do que homens no app?

    Continua após a publicidade

    Jackie Jantos: Acreditamos que o equilíbrio de gênero é essencial, e hoje temos uma proporção bastante equilibrada, o que é raro. Isso faz parte da nossa estratégia para garantir que as mulheres sintam que suas necessidades estão sendo atendidas no Hinge.

    Quando alguém entra em um aplicativo buscando algo intencional, é fundamental oferecer uma experiência cuidadosa, em que as pessoas se sintam confortáveis para se expressar. Isso é especialmente importante para criar um ambiente seguro e acolhedor.

    CLAUDIA: Sobre sua carreira, como mulher em uma posição de CEO, que tipo de barreiras você sente que teve que superar para chegar aqui?

    Jackie Jantos: Cresci em Tóquio, o que me deu experiência em conviver com pessoas muito diferentes. Sempre acreditei que, para liderar bem, é preciso reunir equipes diversas, com diferentes vivências, valores e culturas — algo que também vivi na Coca-Cola e no Spotify, especialmente no início da minha carreira em tecnologia, um ambiente ainda muito masculino.

    Hoje, aos 47 anos, vejo a tecnologia se tornar mais inclusiva, o que é um alívio. No Hinge, buscamos refletir a diversidade dos nossos próprios usuários. À medida que a IA cresce, percebo que as habilidades mais importantes para liderar são empatia, abertura e capacidade de se conectar — essenciais para quem constrói um aplicativo focado em relacionamentos intencionais.

    CLAUDIA: Você mencionou que conheceu seu marido também em um aplicativo. Há quanto tempo são casados?

    Jackie Jantos: Nós nos conhecemos no Match.com, cerca de um ano antes de o Hinge existir. Estamos juntos há algo em torno de 15 ou 16 anos, sempre esquecemos nosso aniversário de casamento.

    Eu nunca teria cruzado o caminho dele se não tivesse me aberto para aquela experiência e colocado minha energia ali.

    CLAUDIA: Como você equilibra sua vida profissional e pessoal?

    Jackie Jantos: Algumas vezes por ano faço retiros de meditação, o que é muito importante para mim. Vivemos em um mundo barulhento, com uma pressão constante por produtividade, e esse afastamento ajuda a desacelerar e a criar mais clareza.

    Na minha família, tentamos cultivar pequenos momentos de pausa no dia a dia. Quando conseguimos estar mais presentes conosco, fica muito mais fácil se conectar de forma genuína com os outros.

    Assine a newsletter de CLAUDIA

    Receba seleções especiais de receitas, além das melhores dicas de amor & sexo. E o melhor: sem pagar nada. Inscreva-se abaixo para receber as nossas newsletters:

    Acompanhe o nosso WhatsApp

    Quer receber as últimas notícias, receitas e matérias incríveis de CLAUDIA direto no seu celular? É só se inscrever aqui, no nosso canal no WhatsApp

    Acesse as notícias através de nosso app 

    Com o aplicativo de CLAUDIA, disponível para iOS e Android, você confere as edições impressas na íntegra, e ainda ganha acesso ilimitado ao conteúdo dos apps de todos os títulos Abril, como Veja e Superinteressante.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    Moda, beleza, autoconhecimento, mais de 11 mil receitas testadas e aprovadas, previsões diárias, semanais e mensais de astrologia!
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba Claudia impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 9,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.