Dermatologista tira dúvidas sobre queda de cabelo

O médico Alberto Cordeiro esclarece sobre os sintomas de uma perda de fios excessiva e tratamentos para fortificar o couro cabeludo

Alberto Cordeiro, dermatologista da clínica Horaios, participou com Fernanda Morelli , editora de beleza de CLAUDIA, de live no Facebook para tirar algumas dúvidas das leitoras a respeito de queda de cabelo.

Alberto esclareceu quais são os sinais primários para detectar uma perda capilar fora do comum para recorrer a um especialista.

Segundo ele, perdemos, em média, entre 100 e 200 fios por dia. “Nós temos mais de 100 mil fios de cabelo. Então a queda de 100 até 200 fios por dia é absolutamente normal. (…) Se você começa a ter uma queda de mais de 200 fios por dia, aí realmente nós devemos começar a nos preocupar.”

As causas para os fios começarem a cair além do normal podem ser várias. “(…) As grandes causas de queda são a psicológica e também a de deficiência de nutrientes, de hormônios, de vitaminas que geralmente acontecem nas mulheres.”

Nos homens, essa causa é mais progressiva, mais crônica. A causa é genética e acontece de uma forma mais devagar. 

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Na prática, como podemos mensurar a perda de cabelo de mais de 200 fios para sabermos quando nos preocupar?

Alberto Cordeiro: Você geralmente tem um padrão de perda capilar. Eventualmente, se você acorda e tem no travesseiro 10 fios de cabelo e, de uma hora para outra,  você passa a ver que aquele volume está aumentado, é uma coisa que você tem que se preocupar.

Ou então, quando você toma banho e no ralo tem alguns fios e, de uma hora para outra, aquilo começa a aumentar de quantidade.(…) Obviamente ninguém vai ficar contando os fios, você não vai ficar fazendo isso, mas quando você vê essa alteração da perda capilar, ou no travesseiro, no ralo ou quando você penteia o cabelo, aÍ realmente tem que começar a ficar atento.

Além disso, o dermatologista reforça a importância de checar a pré-disposição genética de ter queda de cabelo. “Eu peço para que os meus pacientes olhem para os pais. Olhem para o padrão capilar do seu pai, da sua mãe. Se eles têm uma pré-disposição genética a serem carecas ou a terem uma rarefação capilar. Então tenta olhar os padrões dos pais para você também se prevenir, se você sabe que tem um pai careca, uma mãe com rarefação, então você vai ter que tomar muito mais cuidado com o seu cabelo.”

O que é a rarefação capilar e em qual região do couro cabeludo pode acontecer?

Alberto Cordeiro: São as falhas, principalmente, na região da frente [couro cabeludo] que são as entradas, as famosas entradas. Ela [mulher] começa  a ter uma rarefação nesta região [parte da frente do couro cabeludo] e também na região posterior.

Não chega a ficar careca, mas fica com um cabelo que entre um fio e outro permanece muito espaço e os fios ficam mais finos. 

 (mraoraor/ThinkStock)

Quais são os cuidados para quem já tem essa tendência de ter queda de cabelo?

Alberto: A gente tem que rejuvenescer o couro cabeludo. A gente rejuvenesce a face, pescoço, as mãos, o colo, mas se esquece que o couro cabeludo também tem que ser rejuvenescido.

A queda é uma consequência do envelhecimento capilar?

Alberto: É uma das causas. Como eu tinha falado, tudo pode influenciar na queda capilar. Desde o seu sono, desde o estresse que você vive, poluição, alimentação, atividade física e também o envelhecimento.

Com o tempo, a tendência é que esse folículo capilar não faça uma fibra capilar, ou seja, um fio de cabelo não tem a mesma qualidade que ele tinha quando ele era mais jovem. O poder dele de produzir uma fibra de qualidade fica diminuída.

Como o estresse afeta o ciclo do cabelo?

Alberto: Eu recebo muitos pacientes no consultório com queda, principalmente mulheres com uma queda muito grande, que ela fala para mim “eu vou ficar careca”. Mas quando isso acontece, você está tendo o desprendimento do cabelo. Geralmente o evento que o causou aconteceu há dois ou três meses.

Vou te dar um exemplo: você perdeu um ente querido, depois de dois a três meses que você vai ter o desprendimento, porque na hora em que o cabelo “morre”, ou seja, ele vai para a fase do crescimento, chamada telogena, que é uma fase onde ele está inativo, ele demora para desprender. Então o cabelo que você vê caindo no ralo ou no travesseiro já está “morto” há dois ou três meses.

As leitoras também puderam enviar perguntas: A Dri Bailone, 44 anos, gostaria de saber se a menopausa interfere na queda capilar. De acordo com o Alberto, “na menopausa, você tem uma diminuição dos hormônios femininos, mas também tem um diminuição da testosterona.  É ela que faz crescer o cabelo. Se você já está com a menopausa precoce, esse cabelo não vai crescer adequadamente. Obviamente, tem que procurar alguém que faça essa reposição hormonal e tratar o cabelo.”

Nesse caso, o dermatologista sugere a aplicação de injeções que irão repor os próprios hormônios deficientes, as vitaminas e nutrientes que estão faltando e proporcionado a queda do cabelo. Além disso, existem sessões de lazer para melhorar o estresse oxidativo e que ajudam a interromper o envelhecimento do couro cabeludo.

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Quer saber mais sobre queda de cabelo? Confira o vídeo com o bate-papo com o dermatologista Alberto Carneiro 

 

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