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O que eu quero para as mulheres nos próximos 59 anos

Que, no futuro, as mulheres não saibam nem o que é diferença salarial baseada em gênero ou em raça

Por Rachel Maia Atualizado em 22 out 2020, 13h01 - Publicado em 22 out 2020, 14h30

Meu desejo é que, daqui a 59 anos, as mulheres não saibam nem o que é diferença salarial baseada em gênero ou em raça. Que elas pensem nisso como um absurdo inconcebível que existia na época dos bisavós delas. Que quando elas estiverem conversando sobre o assunto, o papo seja mais ou menos assim:

– Você sabia que, quando a bisa trabalhava, ela recebia bem menos que o nosso bisa, só porque era mulher?

– Não acredito! Como assim?

– Sim! E tem mais: porque ela era negra, ela recebia menos do que a metade do que ele ganhava, porque ele era um homem branco. Uma pesquisa que o Insper fez na época mostrou que isso acontecia inclusive com pessoas com diploma de faculdade.

– Que absurdo! E quando isso acabou?

– Ainda bem que foi ainda na época dela, porque muitas empresas começaram a fazer programas para inclusão de negros no mercado e para equidade de gênero. O Magazine Luiza e a Bayer, por exemplo, fizeram programas de trainees apenas para negros. Acredita que foi a maior polêmica?

– Não acredito. Mas tenho certeza de que é por isso que essas empresas existem e estão fortes até hoje no mercado.

  • Estou com câncer de mama. E agora?

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