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Denise Steiner Por DERMATOLOGIA A médica Denise Steiner é dermatologista, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia e doutora pela Unicamp

Calvície não é só queda de cabelo. Veja como tratar

A dermatologista Denise Steiner indica quais são os tratamentos mais atuais para calvície

Por Denise Steiner Atualizado em 12 mar 2021, 15h53 - Publicado em 25 fev 2021, 09h00

Calvície ou alopecia androgenética não é queda de cabelo, mas sim um processo progressivo de afinamento dos fios até que eles se tornem tão irrelevantes que desaparecem definitivamente.

Esse processo é determinado por predisposição genética, que se manifesta na puberdade, quando ocorre o início da produção hormonal.

Os homens e mulheres com calvície não têm irregularidade ou distúrbio hormonal, mas o hormônio masculino é a chave que entra na fechadura e desencadeia o afinamento ou miniaturização capilar.

O processo pode começar na puberdade e afeta homens, determinando um padrão específico de comprometimento das entradas e também do vértex (região da coroa) e mulheres com um padrão mais difuso e manutenção da linha frontal.

A calvície é muito frequente, afetando cerca de 80% dos homens e cerca de 40% das mulheres.

A queda de cabelo pode ser perceptível, pois em alguns casos há diminuição da duração da fase anágena, que é aquela do crescimento do cabelo.

Pode também haver associação com dermatite seborreica, caspa, oleosidade excessiva, entre outras.

O tratamento da calvície começa com o diagnóstico correto feito por exame clínico e dermatoscopia.

As drogas clássicas são finasterida e minoxidil. A finasterida é indicada para os homens na dose de 1 mg/dia, sendo “off label” para mulheres na dose de 2,5 a 4,0 mg/dia

A finasterida age numa enzima chamada 5 alfa redutase e diminui a quantidade do hormônio chamado diidrotestosterona, que é aquele que entra na “fechadura” e inicia o afinamento do fio.

O minoxidil tem um mecanismo de ação complexo, interferindo no ciclo capilar e aumentando a fase de crescimento do fio.

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Hoje, conhecemos outros fatores que pioram a calvície como inflamação e defeito no funcionamento da célula tronco do folículo capilar.

O conhecimento do quadro como um todo permite novas abordagens terapêuticas como:

Microinfusão de medicamentos na pele (MMP®);

Plasma rico em plaquetas;

Drug delivery com microagulhamento/laser;

Luzes LED

A microinfusão de medicamentos na pele consiste em utilizar uma pequena máquina de tatuagem, aspirar a medicação e introduzi-la na pele.

A técnica de plasma rico em plaquetas (PRP) carece de consenso e consiste em colher o sangue e centrifugá-lo, separando o plasma com maior concentração de plaquetas da parte vermelha. O plasma concentrado é então injetado na região comprometida do couro cabeludo.

Outros tratamentos de “drug delivery” com laser e microagulhamento também são utilizados.

As luzes de LED são consideradas adjuvantes e agem melhorando a energia celular.

O tratamento da alopecia androgenética ou calvície será mais eficaz quanto mais precocemente for iniciado. Isso evitaria o afinamento progressivo dos fios.

Confira:

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