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Lori Baroni Bósio Diretora de arte de CLAUDIA, criadora do blog 500 Dias pra Casar (@500diaspracasar) e stylist de casamentos

Está pensando em se casar em outro país? Leia isso antes e planeje-se

Temos muito a aprender com os casamentos realizados fora do Brasil e podemos até adaptar alguns conceitos sem sair do território nacional

Por Lorena Baroni Bósio Atualizado em 18 mar 2021, 12h09 - Publicado em 24 mar 2021, 09h00

Com tantos destinos interessantes pelo Brasil e mundo afora, não é de se admirar que os destination weddings tenham se tornado uma opção cada vez mais desejada. Realizar o casamento fora da cidade natal pode ter várias vantagens, incluindo, acredite se quiser, economia de dinheiro. Dependendo do número de convidados e do nível de sofisticação, comemorar dessa forma garante ótimo custo-benefício.

Com as restrições da pandemia, o sonho de dizer “sim” longe de casa foi adiado, mas ainda dá para aprender com quem está do outro lado do Atlântico. Segundo Ana Toniolo, assessora especializada em destination weddings baseada em Zurique, na Suiça, há muitos detalhes dos costumes europeus possíveis de adaptar por aqui.

“Quando me mudei para a Europa, entrei em contato com uma nova maneira de pensar a decoração, mais natural e que realça a beleza já existente nos cenários. É um conceito diferente de elegância”, conta ela. A verdade é que, quando o local escolhido para a festa é um palácio no centro histórico de Florença, a regra que vale é a do menos é mais. “Geralmente, identifico os ângulos atraentes e enalteço-os usando elementos que parecem pertencer ao ambiente ou àquela paisagem” diz Ana.

Cenário com um lago ao fundo e mesa montada para festa
A Itália é um dos destinos mais procurados para casamentos na Europa. Esta produção, assinada por @anatonioloweddings e clicada por @dianesotero, no Lago de Como, deixa qualquer um com vontade de fazer as malas. fotos evento, Diane Sotero; design e assessoria do editorial, @anatonioloweddings; flores, @sartoria_floreale; local, @villa_balbiano e @theheritagecollection; mobiliário, @sunlake.catering e @tablesetrentals; papelaria, @lartdon e @chloe.studio Diane Sotero/Divulgação

É comum que casamentos na Europa sejam realizados em edifícios centenários – que, no passado, serviram de moradia a famílias nobres. Normalmente, as celebrações que ocorrem nesses locais históricos são separadas em atos, que transitam por ambientes diferentes.

Por exemplo, a cerimônia se dá no jardim, o coquetel no saguão de entrada, o jantar no salão interno e assim por diante. Essa divisão possibilita a vivência de experiências variadas no decorrer de um único evento, aproveitando ao máximo a locação.

“A decoração propõe atmosferas distintas em cada etapa. No coquetel, os convidados encontram mesas bistrô, lounges e curtem de forma descontraída. Já no ambiente do jantar, as mesas são minuciosamente decoradas para um serviço formal empratado”, explica Ana.

Detalhe da mesa de festa com panos lilás, velas e flores brancas e lilás
Fotos evento, Diane Sotero; design e assessoria do editorial, @anatonioloweddings; flores, @sartoria_floreale; local, @villa_balbiano e @theheritagecollection; mobiliário, @sunlake.catering e @tablesetrentals; papelaria, @lartdon e @chloe.studio Diane Sotero/Divulgação

Estruturar o casamento em diferentes partes é uma estratégia válida também para festas no Brasil, principalmente na fase de retomada pós-pandemia, quando os eventos serão realizados em casas na cidade ou no campo, onde não há tantos espaços amplos e abertos.

A criatividade é necessária para enxergar novas possibilidades sem cometer exageros ou carregar demais na produção. Ana trabalhou por dois anos com um dos maiores designers de casamento da Europa, Vincenzo Dascanio, responsável por festas célebres, como a da influenciadora digital italiana Chiara Ferragni (@chiaraferragni). “Foi ele quem me mostrou que devemos buscar referências fora do nosso segmento e inspiração na natureza, na arte, em instalações… Sair do óbvio para encantar”, conta.

Em vários aspectos, os casamentos europeus são mais simples do que os brasileiros e justamente por isso, reúnem detalhes com significado para o casal. Com menos convidados, é possível investir mais em personalização. Não é necessariamente o luxo que vai tornar a experiência de quem comparecer extraordinária e, sim, o carinho demonstrado pelos noivos em recebê-los.

Convites de casamento
Fotos evento, Diane Sotero; design e assessoria do editorial, @anatonioloweddings; flores, @sartoria_floreale; local, @villa_balbiano e @theheritagecollection; mobiliário, @sunlake.catering e @tablesetrentals; papelaria, @lartdon e @chloe.studio Diane Sotero/Divulgação

Um guia rápido

1. Com quanto tempo de antecedência devo planejar um destination wedding?

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A organização deve começar entre 12 e 18 meses antes da data escolhida. É recomendado que os convites sejam enviados pelo menos 6 meses antes, para que os convidados possam se organizar.

2. Preciso pagar pelas passagens e hospedagem dos convidados?

Não existe uma regra mas, no geral, não. O ideal é conversar com os seus amigos e familiares e buscar entender se eles teriam condições de viajar antes de optar por esse formato de casamento.

3. O que os noivos não podem deixar de oferecer?

É comum que o casal queira realizar mais de um evento durante a viagem e é de bom tom garantir transporte até cada local. O par também pode recomendar salões de beleza da região e deixar horários pré-agendados para as convidadas.

 

Lorena é uma mulher branca com cabelos avermelhados longos e lisos. Ela usa roupa branca
beleza, Júlio Cardim/Capa MGT; foto, Nicole Gomes/Divulgação

Acompanhe mais dicas para festas e casamentos em @500diaspracasar

 

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