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Kika Gama Lobo Por Atitude 50 Focada na maturidade como plataforma pessoal, a jornalista Kika Gama Lobo escreve sobre as sensações e barreiras que as mulheres de 50 anos vivenciam

Tapinha

Sigo firme conhecendo melhor a mente cruel desse homem que agride sua companheira

Por Kika Gama Lobo Atualizado em 23 out 2019, 17h27 - Publicado em 23 out 2019, 09h30

Não. Não é uma tragada no baseado. Antes fosse. É a violência masculina contra a mulher madura. Imaginamos que esse lance de feminicídio existe apenas contra as mais novas, mas lendo cada vez mais sobre o assunto, me choco com relação aos números de mulheres agredidas na faixa etária de 45 a 75 anos.

Os relatos dão conta do homem reproduzir aquilo que viu sua mãe fazer com ele. Pequeno, o garoto apanhava muito dos pais. Mas a mãe também batia e ele desconta –  já adulto – essa raiva em sua companheira madura. Louco né? Depois vem a bebida que turva a mente desse cara que sai estapeando quem vê pela frente. Depois, a ira de ter uma companheira mais velha. Ele bate pois queria que ela fosse mais nova, mais durinha, mais gostosa, mais sexy.

Em outros casos mais bizarros, o homem agride porque vítima está doente. Obesa, diabética, cardíaca, vítima de AVC. Ele, antes marido, vira cuidador da mulher e fere, estupra, esfola, mata. Sim, os casos fatais sobem em números assustadores. Faca, sufocamento por travesseiro, estupros coletivos seguidos de morte, violência com fogo, esquartejamento, armas de fogo…

Dá embrulho essa literatura criminal, mas sigo firme conhecendo melhor a mente cruel desse homem que leva a óbito ou maltrata com requintes de sadismo sua companheira madura. Normalmente, o abusador é conhecido, mora em casa, é parente ou marido. Dá uma conferida do seu lado. Nunca se sabe. E assim caminha a (des)humanidade… 

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