Minha cama, minhas regras

Por que ainda somos o que queremos que os outros queiram que sejamos?

Homens. Eles povoam nosso desejo. Vem a juventude e depois a idade adulta e os vários tipos de acasalamento acontecem. Selinho, transa, suruba. Casamos. Filhos. E chega a maturidade e um novo portal da sexualidade se abre. Muitas mulheres optam pela bissexualidade, homossexualidade ou não-sexualidade. Abusam do sentir tudo o que não vivenciaram na juventude; apostam num jogo de ambos os sexos ou decidem ler todos os livros que ficaram pelo caminho. São as livres de sexo. Mulheres que adotam o completo celibato.

Nesses dois anos de canal de YouTube, o ATITUDE50, ouço muitos relatos de novas formas de amar. Sobretudo o auto-amor. Aquele perdão que nos damos pelos erros que praticamos. Mulheres que me falam que transaram por pena, medo, coação, status. Mulheres que nunca gozaram. Mulheres que se masturbam todos os dias. As que fingem prazer. As que trocam sexo pelos boletos pagos. As que se acostumaram a “dar” e transam com qualquer um. As que se mutilam e se massacram.

E aqui do alto dos meus 55 anos me pergunto: por que ainda somos o que queremos que os outros queiram que sejamos? #nuncamais O tempo do grito primal é agora. Liberdade para sentir de verdade, para ser fiel a si mesma. Isso já é de grande valia. Acredite. 

Leia mais: Florescei

PODCAST – Como ter mais orgasmos: o caminho para uma vida sexual satisfatória