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4 vilões da vida moderna que agridem a pele

O processo de envelhecimento da pele pode ser acelerado por elementos que convivemos diariamente. Saiba quais são os cuidados para reverter essa situação.

Por Fernanda Morelli Atualizado em 10 out 2017, 16h16 - Publicado em 22 set 2017, 12h24

A sedutora luz azul do smartphone não nos deixa apenas dependentes de conexão o tempo inteiro. Ela agride a nossa pele. Pode parecer sutil e pouco potente, mas essa radiação faz aumentar as reações oxidantes que marcam e estragam os tecidos subcutâneos. Ao longo de um dia, somada à claridade artificial do computador, do tablet e da TV, a nossa exposição é significativa. “Estudos comprovam os danos celulares associados ao uso excessivo desses aparelhos”, afirma a dermatologista Valéria Marcondes, de São Paulo.

O envelhecimento digital, que passou a ser debatido no universo da beleza nos últimos meses, e também a poluição crescente se somam ao já conhecido seven skin ages, o grupo dos sete fatores que tiram a vitalidade da pele. São eles: sol, excesso de açúcar, stress, carência de sono, tabagismo, falta de cuidados diários e o tempo – que provoca um desgaste natural.

Com exceção do último, todos têm relação com os nossos hábitos e a qualidade da vida que levamos. A boa notícia é que existem produtos e maneiras efetivas de brecar a atuação deles e até reverter os danos precoces, sem precisar voltar a viver como antigamente. Descobrir como agem os quatro dos anti-heróis da vida contemporânea aumenta as chances de vitória no combate contra eles.

Luz visível

Nível de dano: Também chamada de luz azul, é a radiação emitida pelas lâmpadas artificiais, tela dos computadores, tablets e smartphones. O principal dano relacionado ao uso excessivo dessas tecnologias é o surgimento de manchas, devido à hiperpigmentação e ao aumento de reações oxidativas. De acordo com a publicação científica Photochemistry and Photobiology, da Sociedade Americana de Fotobiologia, a radiação UVA (do sol) responde por cerca de 67% da produção de radicais livres pelo corpo, responsáveis pelo envelhecimento, enquanto a luz visível gera em média 33%. “Isso é suficiente para causar manchas e alterações no DNA da célula”, diz a dermatologista Carla Nakanishi, de São Paulo. Ok, a luz visível não faz tão mal quanto o sol. A diferença, aliás, é grande. Pesquisas apontam que oito horas de exposição à luz visível equivalem a apenas um minuto e 20 segundos da radiação UVA em um dia ensolarado. O problema é que passamos muito mais horas recebendo as emissões de celulares, computadores, tablets e TVs do que tomando sol (às vezes o dia inteiro). E os danos a essa exposição também são cumulativos.

Seus aliados: Quem tem problema de manchas (como melasma) sabe que, às vezes, mesmo com proteção solar rigorosa, elas teimam em aparecer. “É que os filtros comuns não protegem contra a luz visível”, avisa Valéria. Para impedir os efeitos dessa radiação, é imprescindível formar uma barreira física na pele. Os pigmentos, presentes em bases, BB creams e em determinados protetores, têm essa função. Além disso, novos cosméticos estão chegando ao mercado com a promessa de reforçar as defesas da pele contra a luz visível.

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Divulgação/Divulgação

1. Protetor Bio-Sun Protect FPS30, Bioage. R$ 104*
2.Gel Creme com Cor FPS 70, Cetaphil. R$ 79,90*
3. Sérum reparador Hyalu TGF Repair, Anna Pegova. R$ 228*

Falta de sono

Nível de dano: Sabe aquela expressão “sono da beleza”, dita às vezes até em tom de brincadeira? Pois ela faz todo o sentido. Noites picadas ou número insuficiente de horas dormidas (menos de oito, em média) comprometem o processo de regeneração celular, que ocorre essencialmente durante a noite. “É justamente quando dormimos que ocorre a produção da melatonina, considerada o hormônio da juventude porque é um potente antioxidante”, diz a nutróloga Alice Amaral, de Minas Gerais. Boa parte da nossa autodefesa – essencial para a proteção contra vários danos à pele – depende de uma reparadora noite de sono. “O déficit de descanso gera, ainda, um aumento na liberação de cortisol, o que pode levar à perda de colágeno, responsável pela sustentação da pele”, completa.

Seus aliados: Com pós-graduação em medicina e biologia do sono, a psicóloga Maria Christina Pinto elencou, durante evento da indústria farmacêutica Medley, em São Paulo, as dicas essenciais para dormir melhor. Aqui vão três:
1. Rotina é importante. “Mantenha um horário regular para deitar-se e levantar-se”, orienta Maria Christina.
2. Não leve preocupações para a cama. Boa ideia é anotar as pendências no papel para poder esquecê-las ao encostar a cabeça no travesseiro.
3. “Deixe aparelhos eletrônicos longe de você.” Após ajustar o sono, uma estratégia inteligente é aproveitar o momento favorável à pele para usar cremes noturnos, que têm ativos antioxidantes, como vitaminas C e E, ácidos glicólico e lático, indicados para a renovação celular, e retinoides, para estimular a produção de colágeno.

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4. Creme efeito lifting Bio-Performance Shiseido. R$ 559*
5. Creme reparador, CicatriCorrect, L’Oréal Paris. R$ 49,90*
6. Creme revitalizante Multi-Active Nuit, Clarins. R$ 259*

Poluição

Nível de dano: Prepare-se para encontrar nas prateleiras dermocosméticos com a indicação “antipoluição” no rótulo. A novidade diz respeito ao dano – também comprovado cientificamente – causado pelas toxinas presentes no ar, produzidas principalmente pela fumaça de indústrias e de veículos automotivos. “Essas substâncias aderem à pele impedindo a boa oxigenação, que é essencial à saúde. O resultado é um retardo no metabolismo celular, maior liberação de radicais livres, perda de colágeno e de viço”, afirma Carla Nakanishi. A camada de “sujeira” afeta diretamente a barreira de proteção cutânea (responsável pelo equilíbrio da hidratação), causando ainda ressecamento, coceira e alergias. Quanto mais íntegra essa barreira, maior a capacidade da pele de se defender de qualquer inimigo.

Seus aliados: “A forma mais efetiva de proteger a pele da poluição é usar produtos que formem um escudo sobre ela e investir em uma boa higienização diária”, observa a dermatologista Valéria. Cosméticos e nutricosméticos (em forma de cápsulas e administrados via oral) que atuem contra o stress oxidativo, fortalecendo a autodefesa da pele, são bem-vindos. Esses produtos costumam ter ativos antioxidantes, como resveratrol e vitaminas C e E. “Para a limpeza, a combinação de carvão ativado e pérolas negras é o que temos de mais inovador. A dupla elimina as impurezas e toxinas por meio da esfoliação e da renovação celular efetiva”, diz a cosmetóloga Claudia Coral, diretora científica da farmacêutica Galena. O ideal é fazer essa higienização mais profunda pelo menos uma vez por semana.

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7. Máscara esfoliante City Block Purifying, Clinique. R$ 219*
8. Hidradefense Solution Aqua Pro.Bio, Adcos. R$ 109*
9. Booster Diário Fortificante, Mineral 89, Vichy. R$ 149*

Má alimentação

Nível de dano:  Você acaba de ganhar mais um motivo para caprichar nas escolhas do seu prato. “A maioria das pessoas acha que o problema de comer mal é engordar. Mas não é o único. Maus hábitos alimentares podem provocar inflamações em todo o organismo”, afirma Alice Amaral. Segundo ela, nosso corpo não foi feito para metabolizar o tipo de comida que ingerimos hoje em dia. “Os alimentos ricos em aditivos e muito processados, os carboidratos refinados e os açúcares causam a glicação, reação capaz de acelerar o envelhecimento”, explica a especialista. Esse processo (que une moléculas de glicose às de proteína) acaba danificando as fibras de sustentação da pele, como o colágeno e a elastina, causando o aparecimento precoce de rugas e flacidez.

Seu aliados: A recomendação é até batida, mas sempre vale lembrar que alimentos provenientes da natureza, como verduras, legumes, frutas e carnes magras, são os mais indicados. Isso não significa que você está proibida de consumir industrializados. O segredo é o equilíbrio. Ajuda fazer escolhas espertas. Invista, por exemplo, em antioxidantes naturais, como mirtilo e uva, que contêm resveratrol (também disponível em cápsulas). E prefira os carboidratos integrais. Ricos em fibras, eles diminuem o índice glicêmico das refeições – ou a velocidade com que o açúcar cai na corrente sanguínea e é processado pelo organismo. Assim, os riscos de glicação são menores. No rótulo dos cosméticos, busque produtos contra flacidez, capazes de proteger as estruturas de colágeno e elastina, com ativos como vitamina C, enzima Q10 e aminoácidos.

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10. Máscara Facial Antiglicação C Max, Melora. R$ 227*
11. Gel Creme Antissinais 45+, Chronos, Natura. R$ 97,50*
12. Sérum antioxidante Advanced Defense Booster, Under Skin. R$ 359*

 

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