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Conheça os diferentes tipos de rugas e suas causas

Rugas aparecem devido à perda da matriz estrutural da pele (colágeno e elastina) e devido aos movimentos de expressão. Prevenção é o melhor caminho

Por Da Redação Atualizado em 1 ago 2022, 14h49 - Publicado em 2 ago 2022, 08h33

Apesar de serem tratadas como entidades únicas, as rugas não são sempre iguais e existem diversas causas que culminam em seu aparecimento. “De forma geral, temos os três principais tipos de rugas, que são as de dinâmica, as estáticas e as gravitacionais. Basicamente, elas aparecem devido à perda da matriz estrutural da pele (colágeno e elastina) e devido aos movimentos de expressão. Entender a causa e o tipo de ruga é fundamental para direcionar o tratamento”, explica a Cláudia Merlo, médica especialista em Cosmetologia pelo Instituto BWS. 

Segundo ela, de forma geral, as linhas de expressão são as primeiras a aparecer. “Como na face temos diversos músculos, esse dinamismo com o movimento repetido leva rugas de expressão”, diz.

Já as rugas dinâmicas, explica, ocorrem com a contração muscular, de forma que a pele enruga. “Inicialmente essa ruga é aparente com a contração do músculo. Com o passar dos anos, esse movimento constante promove uma fratura dérmica que, independentemente da contração muscular, a ruga já se torna evidente: é o que chamamos de rugas estáticas”, explica a médica.

tipos de rugas - rugas dinâmicas
Rugas dinâmicas são aquelas que surgem quando tencionamos os músculos. fizkes/Getty Images

Existem ainda rugas finas que estão relacionadas com a perda das estruturas da pele, redução de elastina e colágeno. “Dessa forma, há um aspecto craquelado. Essas rugas finas não estão relacionadas com a contração muscular da face, o que vemos com as rugas de expressão”, completa. Essas rugas gravitacionais também podem demarcar fortemente a pele e estão relacionadas com a perda de estrutura de diversas camadas da face: “Há uma flacidez da camada muscular, da camada subcutânea (septos subcutâneos, hipertrofia ou atrofias de bolsas de gorduras faciais) e epiderme. São rugas relacionadas com flacidez e desestruturação facial”, diz a médica.

A especialista destaca que uma ruga pode ser considerada profunda quando atinge a derme profunda, uma camada da pele mais próxima do tecido adiposo (de gordura). “Formam-se, então, sulcos mais profundos”, explica a médica. “Esse tipo de ruga é mais comum em peles maduras e fotoenvelhecidas. Já as rugas de expressão, podemos notar aos 20 e poucos anos e elas se agravam com o tempo”, diz.

A especialista firma que as rugas finas e gravitacionais são tratadas com bioestimuladores de colágeno injetáveis ou tecnologia. “Os cosméticos não têm capacidade de realizar bioestímulo de colágeno, mas são aliados nos tratamentos. As rugas de expressão podem ser prevenidas e tratadas com toxina botulínica”, enfatiza.

“A prevenção é a melhor aliada. Podemos usar a toxina botulínica com frequência de duas a três vezes por ano, diariamente aplicar o protetor solar, hidratar com cosméticos e ter boa ingestão hídrica. Podemos também iniciar bioestimulador de colágeno por volta dos 27 anos. Visitar um médico é fundamental para iniciar um protocolo preventivo”, finaliza a especialista.

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