5 sinais que entregam uma barriga com cirurgia
Cirurgiões plásticos apontam sinais que indicam lipo LAD ou abdominoplastia
A busca por um abdômen firme transformou a chamada “Lipo Lad” e a abdominoplastia em algumas das cirurgias plásticas mais desejadas no Brasil. Entre 2023 e 2025, o primeiro procedimento cresceu 36%, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Mas há sinais de que uma barriga foi operada? É possível perceber quando alguém passou por esses procedimentos?
Ouvimos especialistas para entender o que, de fato, pode denunciar a cirurgia na região.
Quando a cirurgia é bem feita, quase não há sinais
Uma abdominoplastia bem executada dificilmente chama atenção. “Quando o procedimento é bem feito, muitas vezes não há sinais evidentes, e dificilmente alguém percebe que a paciente passou por uma cirurgia plástica”, afirma o cirurgião plástico Carlos Tagliari, membro da SBCP e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery.
Ainda assim, algumas características podem levantar suspeitas, sobretudo quando o resultado fica artificial ou há falhas técnicas.
5 sinais de que uma barriga foi operada
1. Umbigo com aparência artificial
O umbigo é um dos principais indícios de intervenção. Quando apresenta formato muito arredondado, aspecto excessivamente esticado ou cicatriz aparente ao redor, pode indicar cirurgia.
“A cicatriz localizada ao redor do umbigo, quando há transposição umbilical, é a área do abdômen mais exposta, especialmente em roupas de banho, e pode revelar a realização da cirurgia”, explica Daniel Regazzine, cirurgião plástico e diretor de Comunicação da SBCP.
Segundo a cirurgiã plástica Heloise Manfrim, também membro da entidade, é possível minimizar esse efeito. “Buscamos deixar a cicatriz do umbigo o mais natural possível, com coloração próxima à da pele e mais internalizada.”
2. Abdômen excessivamente reto e rígido
Um abdômen muito “chapado”, que não apresenta dobras naturais ao sentar ou se movimentar, pode sugerir intervenção, especialmente se houver desproporção em relação ao restante do corpo. “O objetivo é obter um resultado harmonioso, evitando o aspecto de abdômen excessivamente tensionado ou esticado, semelhante a um tamborim”, afirma Regazzine.
3. Cicatriz mal posicionada ou inestética
A cicatriz da abdominoplastia costuma ficar na parte inferior do abdômen, geralmente coberta por roupas íntimas ou trajes de banho. Quando mal posicionada, muito alta ou alargada, pode se tornar evidente. “Cirurgias com muitos recortes e desenhos podem chamar mais atenção do que a técnica tradicional”, diz Regazzine. “A busca deve ser sempre por um resultado natural e discreto.”
4. Fibrose ou irregularidades após lipoaspiração
Quando a abdominoplastia é associada à lipoaspiração e há falhas na execução, podem surgir ondulações, áreas endurecidas (fibroses) e irregularidades no contorno abdominal, marcas que sugerem intervenção cirúrgica.
5. Distribuição dos pelos
Nos homens, a distribuição dos pelos pode denunciar a cirurgia, a depender da técnica empregada. “Buscamos manter a harmonia da região, respeitando o padrão natural do paciente, para que o resultado não pareça artificial”, afirma Regazzine.
Diferença entre barriga natural e barriga operada
Há diferenças entre uma barriga natural e uma operada. Em geral, quem procura a abdominoplastia apresenta flacidez, excesso de pele, estrias, sobretudo abaixo do umbigo, além de possível diástase muscular, aquele afastamento dos músculos do abdômen, dobras e acúmulo de gordura.
“Em casos mais leves, há menos gordura e menos flacidez, mas ainda existe uma projeção abdominal, comum no pós-gravidez ou após grande perda de peso”, explica Tagliari.
Após a cirurgia, o abdômen tende a ficar mais reto, firme e liso, com retirada do excesso de pele. Na maioria dos casos, as estrias localizadas abaixo do umbigo também são removidas junto com essa pele excedente.
Como evitar um resultado artificial
Embora seja possível identificar sinais em alguns casos, especialistas ressaltam que resultados naturais são cada vez mais frequentes. “Muitos pacientes veem resultados artificiais e acreditam que todo procedimento fica assim, mas há casos com aparência natural, que passam despercebidos”, afirma Heloise Manfrim.
Para reduzir as marcas, a técnica é muito importante. “Uma lipoaspiração cuidadosa ajuda a evitar irregularidades e fibroses. O posicionamento adequado da cicatriz faz toda a diferença, assim como a confecção correta do umbigo, preservando características naturais da paciente”, diz Tagliari.
Ele acrescenta que o contorno corporal deve ser planejado de forma harmônica, às vezes com enxerto de gordura para equilibrar proporções e evitar rigidez excessiva.
A distância entre a cicatriz e a região íntima também é importante. “Quando essa distância ultrapassa seis ou sete centímetros, o resultado pode não ficar esteticamente equilibrado. O acúmulo de gordura na região pubiana também pode interferir na harmonia final e deve ser considerado no planejamento”, finaliza Regazzine.
Além da técnica, o pós-operatório é decisivo. “Manter o peso estável, praticar atividade física e fortalecer a musculatura abdominal ajudam a preservar um resultado discreto e natural ao longo do tempo”, conclui Tagliari.
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