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Casei no mesmo dia que minha irmã gêmea

Não foi coincidência. Mas mesmo com vestidos diferentes, muita gente nos confundiu na cerimônia

Por Redação M de Mulher Atualizado em 21 jan 2020, 12h17 - Publicado em 28 out 2008, 21h00

Fizemos cabelo e maquiagem juntas no grande dia. Foi uma delícia!
Foto: Arquivo pessoal

Quando entrei na igreja, uma senhora que eu nem conhecia não parava de tirar fotos de mim. Mais adiante, alguns rapazes, também estranhos, me cumprimentaram. Antes de chegar ao altar eu já sabia: estavam me confundido com minha irmã gêmea, a Anamaria.

Eu e minha irmã começamos a namorar nossos futuros maridos na mesma época e, por coincidência, ambas decidimos casar em 2006. Eu e o Rodrigo marcamos nosso casamento para 8 de julho. A Anamaria e o Renato anunciaram o casório deles para maio. Minha mãe quase teve um treco só de pensar em organizar dois casórios tão próximos, coitada.

Escolhemos convites, vestidos e bolos diferentes

Minha mãe sugeriu fazermos um casamento duplo. Minha irmã adorou a idéia. Os parentes também apoiaram caso contrário eles teriam que alugar duas roupas de festa. Minha reação não foi boa. Puxa, desde o nascimento divido festa de aniversário, roupa e tudo o mais com a Anamaria. Queria ter um casamento só meu, né?

Por outro lado, não me sentiria bem me casando sozinha e sabendo que a Anamaria gostaria de estar no altar comigo. Além disso, um casamento duplo seria mais barato e inesquecível.
Depois de conversar, decidimos nos casar os quatro juntos, em 8 de julho, na Igreja São Vicente.

Cada casal escolheu sua música e seus nove pares de padrinhos. Até os convites fizemos separados, pro evento ficar o mais individual possível. Os vestidos também foram diferentes, mesmo porque eu tinha escolhido o meu primeiro, de renda. O da Anamaria foi bordado de perólas. O fraque do meu marido era azul-marinho e o do meu cunhado, preto.
Eu e minha irmã fizemos cabelo e maquiagem juntas no grande dia. Foi uma delícia, todo mundo no salão veio falar com a gente.

Fui a primeira a entrar na igreja

Como a Anamaria é tímida, entrei na igreja primeiro, sozinha, já que papai morreu há 15 anos. A igreja estava lotada de convidados e curiosos o padre tinha anunciado “o casamento das gêmeas” no programa de rádio dele. Na festa, para evitar confusões, cada casal entrou por um lado do salão, mas ao mesmo tempo.
Joguei meu buquê de rosas alaranjadas logo depois da Ana, que carregou as mesmas flores, cor-de-rosa. Os bolos cortamos ao mesmo tempo. O meu era de nozes e o dela, de prestígio.

Passamos a lua-de-mel separadas, claro

A lua-de-mel, ufa, passamos separadas. Eu e o Rodrigo em Porto Seguro, na Bahia; a Ana e o Renato em Natal, no Rio Grande do Norte. Uma semana depois, no entanto, estávamos morando no mesmo condomínio! É que a Ana gostou do meu apartamento e comprou um igual, em outro bloco.
Hoje eu e meu marido passamos quase todos os fins de semana com minha irmã e meu cunhado. Vamos todos pro clube e os maridos assistem aos jogos do São Paulo juntos. Com tanta cumplicidade, minha mãe brinca que só falta ficarmos grávidas na mesma época e os bebês nascerem no mesmo dia! Já pensou?

 

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