O amor acabou? Sinais para ficar atenta e o que fazer nessa situação
Psicóloga explica como identificar os sinais de que a atração sexual acabou e a diferença entre fase de baixa e perda real de interesse
Afastamento físico, queda da comunicação verbal e falta de conexão são alguns dos principais fatores que levam uma pessoa a não se sentir amada dentro de uma relação amorosa. E quando isso acontece, a sensação de não ser suficiente ou ter “perdido o valor” vem à tona, causando um impacto profundo na autoestima.
No entanto, a psicóloga especialista em relacionamentos, Adriana D’Avila, destaca a importância de não tomar decisões precipitadas, a fim de diferenciar uma perda real de interesse de um período de baixa, uma fase natural em relacionamentos longos– geralmente ligadas ao estresse, cansaço e ao excesso de rotina.
Quando há perda de atração, ela não indica necessariamente o fim de um relacionamento. Por isso, também é necessário diferenciar um afastamento momentâneo de uma indiferença persistente, o que ocorre quando um vínculo amoroso já não se sustenta mais.
Sinais para ficar atento
De acordo com Adriana, a queda de interesse se inicia na comunicação não verbal. O corpo tende a mostrar afastamento antes das palavras: o contato físico espontâneo diminui, os toques ficam raros ou mecânicos, a pessoa evita proximidade, senta mais distante, vira o corpo para longe ou deixa de buscar o olhar do parceiro.
“Esses sinais não significam automaticamente o fim do interesse, mas indicam um distanciamento que merece atenção”, afirma a psicóloga. Outro fator que deve ser observado é o excesso de críticas e a irritação constante. “Tudo passa a incomodar, a tolerância diminui drasticamente e a admiração desaparece, levando a uma visão globalmente negativa do parceiro”, explica.
Período de baixa ou perda real de interesse?
Em relacionamentos longevos ou em momentos mais críticos na vida — seja preocupações externas, dificuldades financeiras, cansaço, estresse ou excesso de rotina —, é normal que o relacionamento passe por uma fase de menor desejo ou entusiasmo.
“Esses períodos são naturais; ainda assim, permanecem o carinho, o respeito e uma vontade de preservar a relação. Quando o contexto melhora, a conexão tende a reaparecer”, afirma.
Por outro lado, quando há uma indiferença persistente, ausência de vontade de se aproximar ou resolver conflitos, sensação de alívio ao estar longe do parceiro e um distanciamento emocional que se prolonga com o tempo, podemos estar falando de uma perda real de interesse. “Nesse caso, não é falta de energia, é desconexão”, diz.
O que fazer nessa situação?
Nessas situações, é muito importante para estabeler um diálogo sem conflito. Adriana explica que a melhor forma de abordar o assunto é falar a partir da própria experiência emocional, e não a partir de acusações.
“Em vez de dizer ‘você não sente mais atração por mim’, é mais saudável expressar algo como ‘eu tenho me sentido distante de você e isso me deixa insegura’ ou ‘sinto falta da nossa proximidade e queria entender como você está se sentindo'”, exemplifica.
De acordo com a especialista, usar uma linguagem centrada no “eu sinto” reduz a defensividade do outro e abre espaço para uma conversa honesta. Além disso, ela sugere escolher um momento calmo, evitar tom de confronto e demonstrar abertura real para ouvir, mesmo que a resposta não seja exatamente a esperada.
Quando há esperança para o amor?
O desejo é influenciado por muitos fatores, que vão da rotina à falta de novidade. De acordo com a especialista, o afastamento pode surgir de ressentimentos acumulados, necessidades emocionais não atendidas, dificuldades de comunicação ou sobrecarga emocional. “Muitas vezes ainda existe amor, mas encobertos por frustrações não expressas”, diz.
“Quando ainda existe vínculo afetivo, respeito e disposição mútua para olhar a relação, o desejo pode ser reconstruído”, completa. Investir em conexão emocional, criar novas experiências juntos e trabalhar ressentimentos acumulados são alguns dos passos mais importantes para reestabelecer a relação.
No entanto, cada caso deve ser avaliado individualmente. Terapias individuais e em casal podem ajudar a esclarecer sentimentos e entender quando há, de fato, a perda de atração.
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