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Dicas dos EUA: Turismo, Gastronomia e Experiências

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Mila Soares mora em Orlando há anos e adora viver no coração da magia! Com um extenso conhecimento sobre a Disney, aprecia desbravar o EPCOT, parque que celebra culturas e culinárias do mundo. Além de ser fã de viagens, Mila ama moda, sushi e momentos tranquilos em casa ou à beira-mar, sempre com a família a tiracolo.

Vivendo nos EUA, aprendi o que realmente faz o seu visto ser aprovado

Coerência, postura e organização: os pilares para você transitar pelo consulado e pela fronteira com mais segurança

Por Mila Soares
24 jan 2026, 11h00 •
Pessoa trabalhando com visto americano
A organização e a confiança podem definir o resultado de um visto estrangeiro (Reprodução/Freepik)
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  • O tempo que vivo aqui nos Estados Unidos me ensinou que a imigração americana exige organização e, acima de tudo, respeito. Eu sei bem que o frio na barriga é real e que muita gente boa se sente insegura na hora da entrevista ou no guichê de entrada. Esse medo é totalmente legítimo e compreensível, mas ele diminui quando você entende que o processo não depende de sorte, e sim de como você apresenta sua própria história.

    Quando você for conversar com um oficial, procure não se sentir como se estivesse pedindo um favor ou uma permissão quase impossível. Pense em você como um convidado de valor que está indo agregar ao país como turista. Deixe claro que a sua vida está enraizada no Brasil, que você tem motivos reais para retornar e que a América é apenas o cenário das suas próximas memórias.

    No consulado: onde a estabilidade fala mais alto

    Naquela cabine de vidro, o oficial não quer apenas saber o valor exato que você tem no banco. Ele busca entender a sua estabilidade e o seu vínculo com o seu país de origem, e um detalhe importante é que a entrevista serve para confirmar e dar vida ao que você já escreveu no formulário DS-160. Por isso, ser coerente entre o papel e a fala é tudo.

    Quando te perguntarem sobre o motivo que te trouxe até ali, fuja do genérico “turismo”. Seja específico. Se você tem um roteiro e sabe o que quer conhecer — seja ver a neve pela primeira vez, visitar um museu histórico, levar os filhos a um parque de diversões ou até fazer um roteiro gastronômico que sempre sonhou — você demonstra que a sua viagem tem um propósito real e planejado. Isso gera uma camada extra de confiança em quem está te ouvindo.

    1. Documentos sempre à mão

    A organização é a sua maior aliada para controlar o nervosismo. Tenha endereços, datas de ida e volta, e comprovantes de vínculos (como trabalho ou faculdade) em uma pasta física bem organizada. Não confie apenas no celular — ele sequer é permitido dentro do consulado.

    Tenha endereços, datas e comprovantes impressos e de fácil acesso, mas mantenha a calma: só entregue ou mostre o que o oficial efetivamente pedir. Ter esse controle, de forma tranquila, ajuda muito no fluir da conversa.

    2. O seu comportamento pode ajudar a decidir o jogo

    O oficial busca o que chamamos de congruência. Se você diz que tem uma vida estável e bem-sucedida no Brasil, a sua postura corporal deve refletir essa tranquilidade. Olho no olho: A cabine é blindada, mas o seu olhar não precisa ser.

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    Manter o contato visual transmite uma verdade e uma transparência que papel nenhum consegue substituir. Mostre que você não tem nada a esconder.

    3. Cada um no seu tempo

    Se estiver acompanhado por família ou amigos, deixe que cada pessoa responda por si mesma quando for questionada. Tentar “ajudar” ou completar a resposta do outro pode passar uma imagem de insegurança ou de que algo foi combinado.

    4. Menos é mais

    A ansiedade faz a gente querer explicar demais e quem se estende muito pode acabar se confundindo ou gerando novas dúvidas no oficial. Responda de forma direta, clara e honesta. Se a pergunta for de “sim” ou “não”, responda apenas isso, a menos que peçam para você elaborar.

    5. Respeito ao processo

    Lembre-se que eletrônicos não entram no consulado, então deixe o celular no carro ou no hotel para evitar estresse na porta. Escolha uma roupa que te deixe confortável, mas que passe uma imagem de sobriedade e respeito. Vista-se como a pessoa de sucesso que você já é no seu dia a dia profissional.

    Na fronteira: onde as portas se abrem

    Security guard frisk passengers standing in queue at airport terminal
    A organização é o primeiro passo para ter uma viagem tranquila aos Estados Unidos (Reprodução/Freepik)
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    Depois do visto na mão, o passo final é o aeroporto nos EUA. Aqui, a palavra de ordem continua sendo coerência. Esteja com seus documentos à mão: passaporte, passagem de volta e reservas de hotel (ou endereço de onde ficará) impressas ou fáceis de achar. Nunca deixe esses papéis na mala que foi despachada.

    Os agentes aqui, na realidade, querem que a sua chegada seja tranquila. O país valoriza muito quem vem para visitar, consumir e respeitar as regras da casa.

    Saiba o básico do inglês para dizer o tempo que pretende ficar e o local da hospedagem. Se você demonstrar respeito e seguir as instruções de forma calma, o processo flui naturalmente.

    O “sim” vem da sua confiança

    Se, por algum motivo, o “sim” não vier agora, não se sinta derrotado ou inferior. Às vezes a negativa acontece por um detalhe técnico, uma mudança de política interna ou algo que foge totalmente do seu controle no momento.

    Se isso acontecer, mantenha a classe: agradeça ao oficial, recolha seus pertences e saia com a dignidade intacta. Um “não” hoje pode ser apenas um ajuste de rota para um “sim” muito mais especial amanhã.

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    Entrar nos Estados Unidos é, acima de tudo, um exercício de confiança pessoal. Vá com a segurança de quem sabe exatamente para onde está indo e, principalmente, de quem tem uma vida para a qual quer retornar.

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