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Este é o sinal mais claro de que a sua relação chegou ao fim

Distanciamento persistente pode indicar que o vínculo chegou ao fim, mas especialistas explicam quando ainda é possível reconstruir a relação

Por Lorraine Moreira Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 set 2026, 16h00
Mulher de cabelos castanhos e blusa bege sentada na cama com expressão triste, braços cruzados sobre os joelhos. Ao fundo, um homem de camiseta branca lê um livro, de costas para ela, em um quarto com iluminação suave. Ambos estão sob cobertores cinzas
Depois de diversas brigas, uma etapa da relação pode indicar que o casal chegou ao fim (Magnific/Reprodução)
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Prestes a chegar ao fim de O Convite, a terapeuta sexual Pina diz: “Às vezes, podemos ter uma nova relação com a mesma pessoa. A escolha é nossa”. Pouco depois de oferecer essa possibilidade ao casal, ela afirma que, em sua avaliação, os dois chegaram ao fim da relação. A fala levantou debates entre os espectadores do filme. Afinal, qual é o sinal de que um relacionamento terminou?

A violência física ou verbal é o motivo mais claro para uma separação, mas, em casais como o de O Convite, que não se agridem, como identificar que a relação chegou ao fim? Especialistas ouvidos pela Revista CLAUDIA explicam quais sinais indicam esse ponto e se, mesmo depois dele, ainda é possível reconstruir o vínculo.

Distanciamento emocional persistente é sinal de que a relação está chegando ao fim

O distanciamento persistente é um dos sinais mais claros de que a relação pode estar chegando ao fim. “É quando o casal perde não apenas a proximidade, mas também o interesse pelo outro e a disposição para reparar o vínculo”, diz Veruska Vasconcelos, coordenadora de psicologia do Hospital Alvorada Moema, da Rede Américas.

Não se trata da fase em que os dois brigam sem parar, ainda tentando resolver os problemas, mas de um momento posterior. “A raiva ainda mostra algum envolvimento”, afirma Larissa Fonseca, psicóloga clínica. “No desligamento afetivo, não existe interesse em conversar, resolver ou entender o outro.” É justamente essa imagem que o casal do filme transmite.

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“Os estudos dos psicólogos John Gottman e Robert Levenson, que acompanharam casais ao longo de vários anos, identificaram que as relações com maior risco de separação apresentavam menos demonstrações de afeto positivo, mais interações negativas, defensividade e afastamento durante as conversas”, pontua Veruska. 

Mulher deitada na cama, com expressão séria, segura um celular e um travesseiro estampado, enquanto um homem dorme ao fundo
Poucas demonstrações de afeto e mais interações negativas, defensividade e afastamento durante as conversas costumam apontar para um fim do relacionamento (Magnific/Reprodução)
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No cotidiano, esse distanciamento aparece de diversas formas. O casal deixa de compartilhar acontecimentos, reduz os momentos juntos e passa a se restringir a conversas práticas. “Fala apenas sobre tarefas, contas, filhos e outros assuntos práticos”, afirma Veruska. 

“A intimidade emocional e física também pode diminuir, mas o sinal mais importante é que esse distanciamento deixa de provocar qualquer tentativa de aproximação ou mudança.”

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É possível reconstruir a relação?

Antes de mais nada, é preciso diferenciar uma crise de uma desistência emocional. “Durante uma crise, ainda existe reclamação e tentativa de ser ouvido, porque a relação continua tendo importância. No desligamento afetivo, os problemas permanecem, mas um ou ambos já não acreditam que conversar ou tentar fará alguma diferença”, diz Veruska.

Mesmo nesse estágio, porém, a relação pode ser reconstruída, desde que os dois estejam dispostos a enfrentar o problema. “Não basta querer evitar a separação. É preciso existir disposição para mudar comportamentos, recuperar a intimidade e voltar a investir no vínculo”, afirma Larissa.

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“Os padrões identificados por Gottman e Levenson representam sinais de risco, e não uma sentença definitiva”, acrescenta Veruska. O afastamento também pode ocorrer em períodos críticos, como durante um luto, dificuldades financeiras ou um adoecimento, sem necessariamente significar o fim da relação.

Para Larissa, o primeiro passo é uma conversa franca sobre o futuro: “Vamos nos separar ou não?”. A partir daí, o casal pode buscar atividades que favoreçam a aproximação, entender o que provocou o distanciamento e evitar conflitos por questões menores. “Não há uma fórmula, mas a base é aumentar o que há de bom entre os dois.”

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A terapia de casal também pode ajudar a identificar os padrões que levaram ao afastamento e criar condições para que os dois decidam, juntos, se querem reconstruir a relação.

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