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Quer ser mais amada? Escute os homens

Demos a palavra a eles. Entre iguais, sem pudores, os homens confessam o que amam e odeiam numa mulher. Siga as pistas e você nunca mais vai ficar sozinha

Por Redação M de Mulher
3 dez 2008, 22h00 • Atualizado em 23 out 2016, 00h27
Fernando Esselin
Fernando Esselin (/)
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  • É preciso encontrar o equilíbrio entre dar espaço a ele e desmonstrar o seu interesse
    Foto: Dreamstime

    Pressa, a inimiga da relação

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    O economista Eduardo Aquino, 32 anos, se diz impressionado com a rapidez com que as mulheres têm atirado. Há pouco, reencontrou no cinema uma colega da faculdade. Conversaram animadamente e esticaram a noite no apartamento dele. Como Eduardo adorou a experiência, convidou-a para voltar no dia seguinte. “Ela entrou, me deu um beijo, foi para a cozinha, depois para o banheiro”, recorda. “Achei estranho, perguntei o que estava fazendo, e ela respondeu: ‘Trouxe Yakults e cotonetes, já que virei aqui com freqüência’.” O encontro, que teve boa química e prometia algo mais, deu em nada. O economista viu na iniciativa dela uma tentativa de demarcar o terreno. “Me senti invadido”, reclama. Ela não teve limites nem senso da realidade.”

    Pista número 1: Não confunda as coisas

    Não é legal confundir a intensidade do que rolou na cama com autorização para entrar na vida privada do rapaz. Na mesma linha, joga o advogado Mauro Falcetti, 33 anos, separado. Gato escaldado, ele agora analisa com lupa cada candidata. “Namorei mulheres bacanas, modernas, livres… mas quase todas tinham a mania de pressionar”, conta. “E, quando me sinto pressionado, caio fora.” Se você quiser conquistar alguém que pensa como Mauro, melhor agir com calma. “Gosto de cumprir etapas, ir de leve”, explica. Homens assim não caem fácil em qualquer armadilha. No início da temporada de novo solteiro, ele queria apenas respirar, se relacionar sem amarras. A parceira da ocasião deu a entender que toparia a parada. “Mas, já nas primeiras semanas, deixou escapar seu plano de casamento”, lembra. “Passeando no shopping, ela parou numa loja para bebês e arriscou, com ar emocionado: ‘Essa roupinha não ficaria linda no nosso filhinho?’ Pensei atônito: ‘Filhinho? Meu Deus, já?’ Terminei ali mesmo, mas dei a notícia depois de uma semana.” Nesse caso, amiga leitora, você precisa compreender que a sensação de aprisionamento faz o homem sentir vontade de ir embora, de fugir.
     
    Anote esta: amar não quer dizer apoderar-se do outro ou carregá-lo para integrar os seus projetos. Tem mais: os afoitos não pensam na importância dos passos que trocam. O psicólogo junguiano Valter Estevão Eitler observa: “Tudo está tão veloz hoje que muitos casais ‘ficam’ e, antes mesmo de namorar, já se juntam. O namoro é um ritual de aproximação, uma etapa intermediária para a relação sadia”. Veja o que o cronista Artur da Távola escreveu sobre o tema: “Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo… Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar”. Pense nessas frases e priorize a conquista, o encantamento. Segundo Eitler, esse ritual prepara a fase seguinte, traz para o mundo externo algo que está acontecendo interiormente e reforça a convicção do que se deseja, de verdade.

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