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Quando o casamento não é prioridade

Confira os dados e os fatos sobre o casamento hoje em dia

Por Redação M de Mulher
29 ago 2011, 22h00 • Atualizado em 27 out 2016, 19h17
Daniela Venerando
Daniela Venerando (/)
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  • O grande avanço no casamento é que há várias formas de viver a dois nos dias atuais
    Foto: Getty Images

    Há quem espere a cerimônia perfeita, o vestido de sonho, o “sim” diante dos amigos. Há quem não ligue para nada disso – e prefira morar junto ou até se dedicar à carreira em vez de ao amor. O casamento está saindo da lista de “tem quês” para virar uma escolha.

    No Brasil, casamento é sinônimo de muita festa – e dinheiro. Todo ano, são movimentados cerca de 10 bilhões de reais em setores de serviços como bufê, transporte e floricultura, de acordo com dados do IBGE e da Associação dos Profissionais, Serviços para Casamento e Eventos Sociais (Abrafesta). “Hoje as noivas querem glamour e, muitas vezes, até estão se esquecendo da importância do sacramento. Tem muito casal que gasta uma fortuna na festa e vai morar de aluguel”, diz a assessora de casamento e cerimonialista Fátima Leonhardt. Segundo ela, o custo pode variar entre 20 mil e 1 milhão. Tudo vai depender do tamanho do sonho.

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    Casar? Não, obrigada!

    “Ficou para titia!”, “A boba foi deixar escapar aquele pretendente”… Essas frases já não abalam todas as solteiras. Muitas estão bancando – felizes – uma vida sem troca de alianças. “Casamento já não é prioridade e há até quem tenha vergonha de admitir que deseja casar. Elas dão valor ao trabalho, aos amigos, viajam e fazem cursos. É um ganho”, atesta o psiquiatra Alfredo Simonetti, autor de O Nó e o Laço – Desafios de um Relacionamento Amoroso (Editora Integrare). “Acredito que hoje a mulher é mais livre que o homem. Ele continua preso ao modelo escola e trabalho. Se decidir viajar pelo mundo, por exemplo, será taxado de irresponsável”, acredita a psicóloga e terapeuta de casal Lana Harari.

    Casar é só isso?

    A figura da noiva à beira de um ataque de nervos é cada vez mais comum. Durante um ano, ela dorme e acorda pensando nos preparativos, briga com a sogra que quer convidar dezenas de comadres, discute com o noivo que não colabora, faz dieta maluca para caber no vestido. No grande dia, está tão nervosa que só vai curtir a festa no vídeo. Pior: toda aquela dedicação perde o sentido em poucas horas, deixando um vazio interior. “O pós-casamento é uma fase complexa”, diz a psicóloga e coach de noivas Cláudia Puntel. “Quanto mais a noiva fica em função do evento, mais sente quando tudo acaba. Ela sai do centro das atenções e se depara com a realidade nada glamourosa que é aprender a viver com alguém que antes era só um namorado”, explica.

    Casar a sua moda

    Desavenças à parte, o grande avanço no casamento é que há várias formas de viver a dois nos dias atuais. “Morar junto ou em casas separadas? Casar no papel ou informalmente? São diversas as configurações que já ouvi. Não adianta se espelhar no modelo antigo ou olhar para o casamento ao lado. Cada uma deve achar sua fórmula e ser feliz”, defende a terapeuta de casais Lidia Aratangy, autora de O Anel Que Tu Me Deste – O Casamento no Divã (Primavera Editorial). Concorda com isto?
     

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