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Maternidade sem romantização: 5 livros que mostram que nem tudo são flores

Mais do que um ato de abraçar um suposto instinto natural, ser mãe é enfrentar diariamente desafios para os quais ninguém nasce preparada

Por Da Redação - Atualizado em 10 Maio 2020, 19h08 - Publicado em 10 Maio 2020, 12h34

Neste domingo (10), é Dia das Mães, o que significa que, pelo menos nas últimas duas semanas, pipocaram anúncios e mensagens exaltando as mulheres que cuidam e criam. Elas são fortes, guerreiras, heroínas. Mas também são delicadas, carinhosas, estão sempre com um sorriso no rosto. Será que sempre mesmo? Enfrentando duplas – quando não triplas – jornadas, julgamentos e pressões da sociedade, é praticamente impossível para uma mulher não se sentir frustrada ao perceber que, ao contrário do que a fizeram acreditar durante toda a vida, ser mãe não necessariamente é o ápice da realização pessoal.

Combatendo ideias ultrapassadas e romantizadas a respeito da maternidade, os livros a seguir trazem à tona debates e realidades muitas vezes ignoradas sobre a maternidade.

A Culpa É da Mãe – Reflexões e Confissões Acerca da Maternidade – Elizabeth Monteiro

Divulgação/Amazon

Partindo das próprias experiências e analisando as gerações de sua família, a psicoterapeuta Elizabeth Monteiro mostra que mães não são divindades mágicas, perfeitas o tempo inteiro e impassíveis a falhas. Erros acontecem, mas, na totalidade das vezes, eles não representam o fim do mundo. E está tudo bem em se sentir culpada, apenas é preciso não se deixar sucumbir completamente a esse sentimento. Compre aqui.*

O conflito: A mulher e a mãe – Elizabeth Badinter

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Apesar de focar em uma realidade mais próxima de países desenvolvidos, neste ensaio filosófico, Elisabeth Badinter traz questões também pertinentes ao contexto brasileiro, como a acentuada queda nas taxas de natalidade e as dificuldades de conciliar filhos e uma vida profissional. Retomando o tema de seu outro best seller, O Mito do Amor Moderno, a filósofa francesa questiona o que há de real na ideia de que toda mulher possui um desejo e um instinto natural para ser mãe e o quanto essa narrativa naturaliza equivocadamente expectativas, restrições e obrigações impostas com a maternidade. Compre aqui.*

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Mama: um relato de maternidade homoafetiva – Marcela Tiboni

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E quando o peso de criar um filho é dividido com outra mulher? Em uma sociedade pautada pela ideia de família nuclear, com o homem e a mulher em seu centro, a maternidade lésbica vem acompanhada não somente dos desafios convencionais da criação de seres humanos, mas também da discriminação. Acreditando no diálogo como forma de emancipação, a autora quebra tabus que rondam o amor lésbico e a gravidez entre mulheres para compartilhar a jornada que viveu com a esposa – desde o início da relação delas à chegada dos filhos gêmeos. Compre aqui.*

Maternidade – Sheila Heti

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Muito se fala sobre o quanto uma mulher ganha ao se tornar mãe. Mas e o que é perdido? Neste romance com ares biográficos, a narradora reflete sobre o quanto ela realmente se sente inclinada à maternidade. Avaliando a questão por diversos ângulos, Sheila Heti mostra que optar por não ser mãe é uma escolha muito mais complexa e corajosa do que se imagina. Compre aqui.*

Mães arrependidas – Orna Donath

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Tabu ainda pouco discutido, o arrependimento da maternidade é mais real do que parece. Segundo a tese da socióloga israelense Orna Donath, ainda existe tanta pressão social para que a mulher “cumpra” seu papel, que muitas acabam tendo filhos não por vontade própria, mas para atender ao que o seu entorno exige, direta ou indiretamente. A partir de entrevistas com mulheres que lamentam ter dado à luz, Donath busca mostrar que o romantismo da maternidade serve apenas para fazer com que as mães sintam que falharam por não serem perfeitas como, supostamente, deveriam. Compre aqui.*

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